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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quarta-feira que não se faça mudanças no texto da reforma da Previdência durante a tramitação no Senado para evitar que a Proposta de Emenda à Constituição tenha que passar novamente pelos deputados.

O texto-base da proposta foi aprovado nesta madrugada pela Câmara em segunda votação e será analisado pelos senadores depois que os deputados concluírem a votação de destaques provavelmente ainda nesta quarta-feira.

“O que a gente pretende, eu pretendo, mas eu cedo à equipe econômica caso pense o contrário, é que o que sair da Câmara vai tentar aprovar no Senado, em havendo lá concordância. Porque se não, volta para a Câmara, e a gente quer evitar voltar para a Câmara”, disse Bolsonaro em entrevista coletiva na saída do Palácio da Alvorada.

Existe uma negociação para que o Senado volte a incluir Estados e municípios na reforma da Previdência, o que foi retirado pela Câmara porque a falta de acordo sobre o tema estava emperrando a votação.

No Senado há uma disposição maior para atender o pedido dos governadores e prefeitos, que querem a inclusão para não terem que arcar com o desgaste de procurar a aprovação de uma reforma previdenciária em cada Estado.

Ao final da votação na Câmara em primeiro turno, os presidentes das duas Casas, Rodrigo Maia (DEM- RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), negociaram um acordo para incluir Estados e municípios e fatiar a PEC da reforma. Desse modo, parte seria promulgada e apenas a parte alterada voltaria à Câmara como uma nova PEC.

 

(Por Lisandra Paraguassu)