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O deputado e capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro (PFL-RJ) recebeu ontem a primeira medalha da força armada, a do Mérito Militar, 18 anos depois de ter sido acusado pelo então ministro da instituição, Leônidas Pires Gonçalves, de "indignidade para o oficialato" - sendo absolvido em 1988 pelo Superior Tribunal Militar (STM). "É tempo de reconciliação", disse Bolsonaro.

Coube ao general Max Hoertel pôr a peça no pescoço de Bolsonaro. Polêmico a ponto de defender o fechamento do Congresso e o fuzilamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de dizer numa sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, na semana passada, que não é possível acabar com o nepotismo porque ninguém demitirá a amante, ele estava feliz hoje, ao ganhar a insígnia de ordem honorífica. "Essa é a primeira medalha que recebo de minha casa, o Exército", afirmou. Bolsonaro sempre disse que a vocação dele era o serviço militar. Mas foi obrigado a deixá-lo, depois que uma reportagem da revista Veja de 1986 o acusou de estar à frente de um comando que detonaria bombas nos quartéis para brigar por salários.