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(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro não deixará o PSL de "livre e espontânea vontade" e uma eventual saída da legenda será uma decisão unilateral, disse nesta quarta-feira o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros.

"Após a reunião (com parlamentares), o presidente Bolsonaro destacou, abre aspas: 'não pretende deixar o PSL de livre e espontânea vontade'. Fecha aspas. Qualquer decisão nesse sentido será unilateral", disse o porta-voz em briefing regular à imprensa.

"O presidente reiterou aos parlamentares (do PSL) que uma de suas premissas é a firmeza na defesa, abre aspas, 'das bandeiras de campanha', fecha aspas, que o trouxeram ao Planalto e a muitos ao Congresso. Destacou, ainda, abre aspas: 'o PSL deve ser um diferencial na política', fecha aspas."

Bolsonaro teve uma reunião com alguns parlamentares do PSL nesta quarta, depois de dizer na véspera a um apoiador que esquecesse a legenda e que o presidente do partido, deputado federal Luciano Bivar (PE), está "queimado para caramba".

Mais cedo nesta quarta, os advogados Admar Gonzaga --ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que tem atuado como conselheiro do presidente-- e Karina Kufa --que defende Bolsonaro em causas eleitorais-- disseram que o presidente está desconfortável no PSL e sua saída do partido é uma possibilidade. [nL2N26U1FA]

No final do dia, ao deixar o Planalto, Bolsonaro falou a jornalistas que "por enquanto" continua no partido. [nL2N26U1QX]

 

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)