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Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro quebrou o protocolo ao descer da tribuna neste sábado e interromper o desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios para caminhar e cumprimentar o público presente em várias arquibancadas.

Acompanhado dos ministros Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e outros assessores, além do empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, Bolsonaro acenou ao público, que, em diversos momentos retribuiu com gritos de "mito, mito". Os presentes também gritaram o nome de Moro.

No final da caminhada, o presidente parou onde estava a banda e a "regeu" por alguns minutos.

Bolsonaro chegou à Esplanada para acompanhar o evento às 9h, desfilando em carro aberto, como no dia de sua posse. Enquanto o presidente desfilava de pé no carro, seu filho Carlos ficou sentado atrás do pai. A primeira-dama, Michelle, não acompanhou o presidente, mas o esperou diretamente na tribuna de honra.

No meio do desfile, o presidente colocou no Rolls Royce um menino da assistência para desfilar a seu lado.

Em seu primeiro 7 de Setembro como presidente, Bolsonaro tentou se cercar de empresários e ministros. A seu lado na tribuna estavam o dono do SBT, Silvio Santos, o bispo Edir Macedo, da igreja Universal, dono da TV Record, e Hang, apoiadores do presidente, além de ministros e parlamentares.

Antes de chegar ao local, Bolsonaro fez mais uma convocação aos brasileiros para que compareçam aos desfiles do 7 de Setembro vestidos de verde e amarelo.

"A independência de nada vale se não tivermos liberdade. Esta, por tantas e tantas vezes, ameaçada por brasileiros que não têm outro propósito a não ser o poder pelo poder", disse Bolsonaro em um vídeo divulgado pela assessoria de imprensa do governo.

"Então, a todos os brasileiros, nós pedimos, conscientizem-se cada vez mais do que é este país, esta maravilha chamada Brasil, um país ímpar no mundo, que tem tudo para dar certo. E precisamos, sim, de cada um de vocês, para reconstruí-lo E a liberdade estará em primeiro lugar", acrescentou.