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A Corregedoria Geral da Justiça instaurou sindicância administrativa na tarde desta sexta-feira, 28, para apurar eventual envolvimento de servidores e ou magistrados na concessão irregular de vista dos autos do processo de divórcio do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e de sua ex-mulher Ana Cristina Valle. Reportagem publicada na revista Veja cita vários detalhes do processo, em que Ana Cristina acusa o ex-marido de ter gastos incompatíveis com a renda de parlamentar e, até mesmo, de ter roubado dinheiro e joias do cofre que mantinha num banco.

Em portaria, o corregedor-geral, desembargador Claudio Mello Tavares, lembrou que os processos de família tramitam em segredo de Justiça e só podem ter acesso aos autos as partes e seus respectivos advogados. "Houve diversos pedidos de desarquivamento de processos em trâmite nas Varas de Família da Comarca da Capital em que o mencionado candidato é parte, pela Editora Abril, responsável pela Veja", aponta o corregedor.

Em princípio, qualquer cidadão pode pedir vista a processos. No entanto, aqueles que correm em varas de família não podem ser acessados pois correm em segredo de Justiça. Ainda assim, a Editora Abril pediu o desarquivamento do processo de divórcio de Bolsonaro em 27 de agosto. O pedido foi atendido pela 2ª Vara de Família, da Barra da Tijuca, em 4 de setembro último.