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É esperada para hoje uma greve nacional do setor de educação em protesto contra o contingenciamento de recursos do Ministério da Educação, uma medida que atingiu sobretudo as universidades federais em todo o País.

Ontem, o prédio do MEC, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, amanheceu cercado pela Força Nacional de Segurança Pública. O secretário executivo da pasta, Antoni Paulo Vogel, afirmou que foi pedida a proteção. “Temos de estar preparados para evitar problemas.”

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou durante café com jornalistas, ontem, ser favorável à entrada da polícia nas universidades. “Autonomia universitária não é soberania”, enfatizou. Ele se esquivou de fazer comentários sobre a greve. Condicionou a liberação dos recursos bloqueados à aprovação da reforma da Previdência e não descartou novos cortes.

Mas, em uma articulação de última hora, ontem, deputados da oposição e do Centrão aprovaram a convocação de Weintraub, impondo mais uma derrota ao governo Bolsonaro. O ministro da Educação deverá ir ao plenário da Casa já nesta quarta-feira, quando estão agendados os protestos. A convocação foi aprovada por 307 votos a favor e 82 contra, quase a mesma quantidade necessária para aprovação de uma PEC, que é de 308. Depois da adesão de diversos colégios à greve nacional, a Federação Nacional das Escolas Particulares publicou nota recomendando corte de ponto dos professores que não forem trabalhar. /Estadão Conteúdo