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Antes do anúncio oficial pelo Ministério da Economia, a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), confirmou na tarde de ontem, no Twitter, que o novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) será o economista Gustavo Montezano.

Mestre em Economia pelo Ibmec-RJ e engenheiro pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), Montezano ocupa atualmente o cargo de secretário especial adjunto da Secretaria Especial de Desestatização e Desinvestimento chefiada por Salim Mattar, que era também um dos cotados para o cargo, após pedido de demissão de Joaquim Levy, no último domingo.

Ele já foi sócio-diretor do Banco BTG-Pactual, responsável pela divisão de crédito corporativo e estruturados. Iniciou a carreira como analista de private equity no Banco Opportunity, no Rio de Janeiro.

Caixa preta

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES decidiu ouvir o ex-presidente da instituição Joaquim Levy no próximo dia 26 de junho, às 14h30. O colegiado já havia aprovado um requerimento do deputado Elias Vaz (PSB-GO) no dia 9 de abril, para que o economista fosse ouvido.

A Câmara criou em março uma CPI para examinar operações do banco de 2003 a 2015, com foco no financiamento à internacionalização de empresas. Em abril, o banco chegou a criar um grupo de trabalho para atender informações e documentos solicitados pelos deputados. Agora, com a demissão de Levy, deputados decidiram acelerar o evento.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou ontem que o pedido de demissão de Joaquim Levy é um direito do presidente da República, que o nomeou para o cargo. “Houve uma incompatibilidade de gênios, não houve sintonia”, disse o ministro, acrescentando que o presidente Jair Bolsonaro deseja que o novo titular do BNDES, Gustavo Montezano, “abra a caixa preta” da instituição de fomento. /Agências