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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o segundo turno da reforma da Previdência deve ocorrer nesta sexta-feira e admitiu que destaques com alteração sobre os professores votado ontem podem ser aprovados.

Segundo Maia, o impacto fiscal desses destaques seria de cerca de R$ 3 bilhões de reais. Na quarta-feira, a Câmara aprovou com 379 votos a favor a reforma da Previdência, 71 votos a mais que o mínimo necessário. Mas Maia encerrou a votação dos destaques logo depois da análise do primeiro, alegando que os deputados estavam confusos sobre o que estavam votando. Procurando mostrar otimismo, Maia disse acreditar que a Câmara vai votar tudo e destacou que é importante concluir a votação da reforma nesta semana.

Sem acordo sobre os destaques que suavizam as regras para a aposentadoria dos professores, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu que os dois dispositivos, um apresentado pelo PL e outro pelo PDT, podem ser aprovados, mas garante que o impacto não é tão grande no volume geral de economia da reforma da Previdência.

Parlamentares ouvidos pela Reuters, no entanto, explicam que o risco de uma derrota na questão dos professores já havia sido detectado e os líderes queriam analisar os impactos antes de ir a plenário. "Professor é sempre uma coisa complicada, ninguém quer votar contra professor. Pode ser que consigam derrotar o destaque, mas aí vai ser apertado", disse uma fonte.

Também há riscos em relação a um segundo destaque, que trata das pensões por morte. Parte da bancada feminina e evangélica ameaça aprovar um destaque que garante o valor mínimo de um salário mínimo para pensões. Ontem, Maia, o secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, e líderes da Câmara se reuniram para analisar cada um dos destaques.