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O presidente Jair Bolsonaro confirmou na sexta-feira que irá conversar com o ministro da Educação, Ricardo Vélez, hoje (8), e indicou que o ministro pode não seguir no posto, mas não confirmou demissão.

"Eu falei que estou com a aliança na mão direita, na segunda pode ir para a esquerda ou para a gaveta, só isso", disse o presidente ao ser questionado sobre a situação. "Tem reclamações lá, estamos conversando para ver se resolve o problema." Mais cedo, em um evento em Campos do Jordão, o próprio ministro disse que não vai entregar o cargo e que não havia conversado com o presidente Jair Bolsonaro sobre o assunto.

Na quinta-feira, a Casa Civil publicou a demissão de dois assessores próximos do ministro, a exoneração do assessor especial do ministro Bruno Meirelles Garschagen e da chefe de gabinete Josie Priscila Pereira de Jesus. No total, foram 14 demissões em cerca de um mês, em um sinal da instabilidade no ministério.

Bolsonaro comentou ainda a situação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, envolvido com a utilização de candidatas-laranja para ter acesso à recursos públicos de financiamento da eleição e disse que "não é o caso" de demiti-lo por enquanto.

"O que acertei com todos os ministros desde o começo, conversei também com o ministro (Sérgio) Moro, é que, havendo um final de um inquérito, uma conclusão com provas robustas, conclusão final do inquérito, tomo a decisão", afirmou. /Reuters