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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, irá se afastar do cargo por uma semana, entre os dias 15 e 19 deste mês, em uma licença não remunerada, informou a assessoria da pasta, para “tratar de assuntos particulares”.

Sem ter direito à férias remuneradas porque começou a trabalhar no cargo apenas em janeiro deste ano, Moro recebeu a autorização do presidente Jair Bolsonaro para tirar uma licença não remunerada durante o período. Segundo sua assessoria, o ministro passará esses dias “com a família” e retorna ao posto dia 22, segunda-feira.

O afastamento do ministro se dá em meio à crise gerada pela publicação de supostas conversas e trocas de mensagens de Moro com a força-tarefa de procuradores da operação Lava Jato, mostrando que o ministro teria chegado a orientar a atuação dos procuradores em algumas situações. Os texto, revelados inicialmente pelo site Intercept Brasil e atualmente divididos também pelo jornal Folha de S.Paulo e pela revista Veja, tem levado a questionamentos sobre sua atuação nos casos.

Tanto o ministro quanto a força-tarefa da Lava Jato alegam que não têm como verificar a autenticidade das mensagens divulgadas pelas reportagens. Além disso, Moro tem dito que, apesar de não reconhecer a autenticidade de suas supostas declarações, não vê nelas irregularidades.

Máfia

O ministro Sérgio Moro disse na segunda-feira (8), que "o Brasil não deve ser refúgio para criminosos". Em sua página no Twitter, ele comentou e enalteceu a Operação Barão Invisível, da Polícia Federal, que prendeu dois mafiosos italianos da famosa Ndrangheta, organização instalada na região da Calábria. "Parabéns à Polícia Federal pela prisão dos mafiosos italianos foragidos", escreveu o ministro. "Brasil não deve ser refúgio para criminosos", completou.

Os mafiosos foram localizados em um apartamento de cobertura no município da Praia Grande, cidade do litoral paulista. Segundo a PF, eles fazem parte do braço da Ndrangheta na América do Sul. Os italianos foram presos por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, para fins de extradição.

Os investigadores informaram que o grupo, baseado na região da Calábria, no sul de Itália, controla 40% dos envios globais de cocaína, "sendo o principal esquema criminoso importador para a Europa".