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Ainda que 60% dos parlamentares brasileiros se mostrem favoráveis à reforma da Previdência, boa parte deles ainda se mostra receoso sobre apoio a um texto em que a idade mínima seja muito diferente da atual, segundo pesquisa divulgada pelo BTG Pactual.

O levantamento, feito com deputados e senadores, reportou que o governo não teria dois terços dos votos – número necessário para aprovar uma Emenda Constitucional.

Segundo a pesquisa, a necessidade de reformar a Previdência é defendida por 82% dos deputados e 89% dos senadores. O apoio chega a ser de 100% em apenas dois partidos, considerando a soma das duas casas: PP e PSDB. O PSL, do presidente Jair Bolsonaro, aparece com 92%. O PT, da oposição, é o que menos concorda, com 37% de parlamentares favoráveis.

Quando os parlamentares são questionados sobre a idade mínima sem que nenhuma idade de referência seja citada, também há amplo apoio, de 69% entre os deputados e de 93% dos senadores.

Contudo, as duas possibilidades mais discutidas para esse item, de 65 anos para ambos os sexos ou de 65 para homens e 62 para mulheres, contam com apoio de menos da metade dos parlamentares. A primeira, mais dura, tem 20% de concordância entre deputados e de 19% entre senadores. A segunda, mais suave, tem 37% de apoio na Câmara e de 48% no Senado.

A pesquisa também pergunta se os parlamentares são favoráveis ou não à diferenciação de idades entre homens e mulheres, sem apresentar números específicos. Nesse ponto, há apoio suficiente. Entre os deputados, 71% defendem a diferenciação. Entre os senadores, 85% são a favor.

Feita no começo de fevereiro, a pesquisa ouviu 235 deputados e 27 senadores, respeitando a proporcionalidade das bancadas. /Estadão Conteúdo