Publicado em

O presidente Jair Bolsonaro indicou nesta quinta-feira, 5, ao cargo de procurador-geral da República o subprocurador Augusto Aras. O nome, no entanto, ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

Aras substituirá Raquel Dodge, cujo mandato acaba no dia 17 de setembro. Como o prazo para a tramitação no Senado é curta, o mais provável é que haja um período de transição entre e Dodge e o novo indicado.

A condução interina da Procuradoria-Geral da República (PGR), nesse caso, pela lei, ficaria incumbida ao vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal, Alcides Martins subprocurador-geral da República. Nos últimos meses, Aras se reuniu com Bolsonaro ao menos cinco vezes, fora da agenda do presidente.

Ao indicá-lo, o presidente quebra uma tradição de 16 anos, não prevista na lei, segundo a qual o procurador-geral vinha sendo escolhido dentro de uma lista tríplice formulada em votação na categoria de procuradores da República.

Bolsonaro afirmou que um dos assuntos discutidos com o escolhido para que ele fosse indicado foi o respeito ao produtor rural e o casamento entre a preservação do meio ambiente com a produção. “O que, no meu entender, é uma boa notícia, apesar de não ser publicada ainda, já estou apanhando na mídia, esse é um bom sinal, é sinal que a indicação nossa é boa, acabei de indicar o senhor Augusto Aras para chefiar o Ministério Público Federal”, disse Bolsonaro durante evento no Ministério da Agricultura em Brasília.

A indicação de Aras, já publicada em edição extra do Diário Oficial da União, será submetida à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que irá sabatiná-lo. Posteriormente o nome terá de ser aprovado pelo plenário da Casa. Aras não estava na lista tríplice resultante da eleição realizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) entregue pela entidade a Bolsonaro.

Aprovação

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, recebeu aprovação de 54% da população, um desempenho 25 pontos superior ao do próprio presidente Bolsonaro, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira. Mais popular e mais bem avaliado entre os ministros do governo, o ex-juiz da operação Lava Jato é considerado ótimo/bom por 54% dos entrevistados, enquanto 20% o consideraram ruim/péssimo e 24% o avaliam como regular, segundo o levantamento. Bolsonaro provocou crise com Moro e a PF mês passado ao indicar troca na chefia da Superintendência da PF no Rio, unidade que investiga seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Em meio a polêmicas, Moro mantém rotina e foi a evento com executivos internacionais.