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A questão das queimadas no na região Norte do País já se transformou numa nova crise do governo do presidente Jair Bolsonaro, tanto interna como internacionalmente.

Tanto que o Ministério Público Federal no Pará abriu nesta quinta-feira investigações em três municípios e na capital do Estado para apurar a diminuição de fiscalizações ambientais na região, a ausência da Polícia Militar estadual no apoio às equipes de fiscalização e o anúncio, veiculado em um jornal, convocando fazendeiros para promoverem um “Dia do Fogo”, na semana passada.

Procuradores da República em Santarém, Itaituba, Altamira e Belém apuram a relação entre a redução da fiscalização ambiental e o crescimento, registrado em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de 50% no desmatamento e de 70% nas queimadas. O MPF argumenta que o déficit orçamentário não se é justificativa para a redução do número de fiscalizações, citando o fato de o governo ter dispensado os dados do Inpe e anunciado a contratação de uma empresa privada para fazer o levantamento e o Brasil ter aberto mão de recursos do Fundo Amazônia para ações.

Em carta aberta ao presidente divulgada ontem 52 organizações não-governamentais disseram ser um “ultraje inaceitável em si” a declaração do chefe do Poder Executivo de que as entidades estariam por trás das queimadas. Até o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que os incêndios na Amazônia são emergência internacional e pediu para que a situação seja discutida em cúpula do G7. “A floresta que produz 20% do oxigênio do planeta está em chamas. É uma crise internacional.”