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Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), informou que não irá apresentar seu parecer sobre a proposta na sexta-feira, como previsto, o que pode atrasar a tramitação em quatro ou cinco dias.

Jereissati explicou que precisará do sábado e do domingo para trabalhar no relatório, e ainda utilizará o início da próxima semana para conversas com senadores.

“Vou passar provavelmente esse final de semana todo trabalhando”, disse o senador.

“Não vai dar para protocolar (na sexta-feira).”

A expectativa era que o relator apresentasse na sexta seu parecer à Comissão de Constituição e Justica (CCJ) do Senado, de forma a fazer a leitura do relatório na próxima quarta.

Mas nem mesmo isso está garantido, já que é exigido um intervalo regimental entre o protocolo do parecer e sua leitura.

“(A leitura na quarta-feira) vai depender porque existe um período mínimo, se não me engano de 48 horas, entre a apresentação do relatório e a leitura”, explicou.

Tasso evitou marcar um dia para a entrega do relatório, mas garantiu que ocorrerá na próxima semana “com certeza”.

A mudança na data de apresentação do parecer pode resultar em “no máximo quatro ou cinco dias de diferença” na tramitação da proposta na CCJ. Tasso evitou falar em prazo de votação no plenário do Senado.

Ponderou, no entanto, que dependerá do conjunto de senadores, e considerou viável que se mantenha a previsão de conclusão da tramitação da PEC na Casa na primeira semana de outubro.

O relator voltou a dizer que não deve promover alterações no “coração” da reforma, e que eventuais mudanças ocorrerão por meio da PEC paralela.

Tasso considerou ainda que a indicação de Eduardo, filho do presidente Jair Bolsonaro, para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos pode contaminar a discussão da Previdência.

“Acho que pode radicalizar as discussões aqui, nascerem ressentimentos”, disse a jornalistas.

“Não é o clima ideal pra uma reforma complexa como essa.”