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O ministro Alexandre de Moraes garantiu ontem (22) que o Supremo Tribunal Federal (STF) vai manter as investigações do inquérito aberto dia 14 de março e que apura “ameaças graves" à Corte.

Aberto pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli, a condução da investigação foi passada à Alexandre de Moraes. Desde o início uma série de críticas sobre a validade de uma investigação aberta pela vítima repercutiram tanto no Ministério Público e no Judiciário. Ontem, Toffoli garantiu que o resultado das investigações serão repassadas ao Ministério Público. “Ninguém vai usurpar a competência de ninguém”, disse.

"Nós vamos continuar investigando, principalmente – e esse é o grande objetivo do inquérito – as ameaças aos ministros do STF”, afirmou Moraes em evento de cunho jurídico em Lisboa.

“O que se apura, o que se investiga não são críticas, não são ofensas. Até porque isso é muito pouco para que o Supremo precisasse investigar. O que se investiga são ameaças graves feitas, inclusive, na deep web, como foi já investigado pelo próprio Ministério Público de São Paulo", declarou.

Dentro do inquérito, Moraes já determinou buscas e apreensões nas residências de suspeitos de serem autores de ofensas e ameaças contra integrantes da STF e censurou os sites "O Antagonista" e a revista eletrônica "Crusoé". Na última quinta (17), diante da pressão de colegas do tribunal, o relator revogou a limitação.

Também na semana passada ele arquivou manifestação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pelo arquivamento o inquérito, já que não havia provas o bastante.

De acordo com Moraes, esse forte movimento dentro da internet tem como objetivo enfraquecer as instituições judiciárias, o que é um risco para a estrutura democrática do País. "É um sistema que vem se montando para tirar credibilidade das instituições", disse.