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O momento atual é do streaming, mas qual a relação entre o serviço e pirataria? Uma pesquisa da Alianza, que reúne empresas da indústria de TV paga, mostra que mais da metade das pessoas que têm acesso à internet consomem serviço de streaming. E, a pirataria aproveita esse momento, ao oferecer serviços por meio desta tecnologia. No entanto, antes de sua popularização, as empresas tinham casos de pirataria, os famosos “gatos”, que captam, de forma ilegal, a programação exclusiva.

Esses crimes precisam ser vistos como um problema social, pois promove concorrência desleal, reduz a arrecadação do governo, elimina postos de trabalho legais, incentiva o cliente a uma prática criminosa e cria uma cadeia de delitos que vai desde o contrabando de equipamentos, estabelecimento de redes clandestinas de venda até a utilização indevida de programação sem pagar por direitos autorais.

O impacto é tão grande que somente na América Latina os governos estimam perda anual de US$ 1,2 bilhão em tributos. Só no Brasil projeta-se que as perdas sejam de mais de US$ 486 milhões em evasão de divisa e US$ 2 bilhões a menos de receita. Isso sem falar nos royalties que a indústria deixa de receber e nas mais de 50 mil vagas de emprego poderiam ser criadas pelo setor.

Mas é possível combater a pirataria? Foi pensando nisso que em 2013 nós fundamos a Alianza, que reúne empresas como SKY, DIRECTV, Discovery, Globosat, FOX International Channels Latin America, Telecine, Media Networks Latin America, entre outras, para traçar estratégias de combate a essas práticas. Acreditamos que, com a indústria mobilizada, podemos avançar nesse combate, mas para isso precisamos de melhores legislações e fiscalizações rigorosas.

Há um forte investimento em TI e treinamento por parte da indústria, mas a pirataria inova na mesma velocidade. Verificamos que nos últimos anos, com o trabalho em conjunto da iniciativa privada e das autoridades públicas, foi possível trazer um ambiente tecnológico mais seguro e controlar o avanço da prática ilegal. É necessário, no entanto, seguir investindo na conscientização do cliente, para que não só deixe de adquirir esses produtos, mas atuem na prevenção do crime. Juntos, podemos vislumbrar um futuro próspero para a economia criativa e sociedade.

Marta Ochoa é diretora executiva da Alianza e de Antipirataria da DirecTV

info@alianza.tv