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Apesar das incertezas que permeiam o acordo entre Embraer e Boeing, o mercado avalia a parceria como necessária para a sobrevivência da empresa brasileira, frente ao movimento global de consolidação da aviação comercial.

“Bombardier e Airbus já haviam firmado parceria e a Boeing procurava um sócio estratégico para competir de igual para igual. Caso a Embraer não fizesse o acordo, a chance da empresa brasileira deixar de existir no médio e longo prazo era grande”, diz o coordenador do curso de economia da Faap, Paulo Dutra.

Embraer e Boeing anunciaram ontem um acordo não-vinculante para a formação de uma joint venture que contemple negócios e serviços de aviação comercial da brasileira. A Boeing pagou US$ 3,8 bilhões por 80% da nova empresa.

Especialistas ressaltam que a empresa não teria condição, sozinha, de competir com empresas tão maiores. Em outubro passado, Airbus e Bombardier se associaram em programa de jatos comerciais de médio porte. “As duas companhias criaram uma divisão só para o mercado dos Estados Unidos, um dos mais fortes para a Embraer e a empresa sofreu bastante com essa concorrência”, diz o analista da Spinelli, Álvaro Frasson. PÁGINA 5