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Dona das marcas Claro, NET e Embratel, a Claro Brasil vê com preocupação a cogitada entrada de um investidor chinês na Oi. Segundo o presidente do grupo, José Félix, o cenário “chacoalharia mais um mercado já estável e doente.”

“Eu espero que eles não entrem”, disparou Félix. “Vocês sabem que empresas e governo na China são algo misturado, então com quem a gente iria brigar?”, questionou. Estatal, a China Telecom já confirmou interesse de investir na brasileira em recuperação judicial, mas o movimento estaria condicionado à mudanças no marco legal de telecom e ao sucesso da Oi nas negociações com os credores, que devem se reunir na próxima terça-feira (19) para definir os rumos da operadora.

As declarações de Félix foram dadas durante encontro com jornalistas realizado pela Claro Brasil ontem (14) e que reuniu executivo das três empresas do grupo. CEO da operação móvel reunida na marca Claro, Paulo César Teixeira comemorou a evolução no número de clientes que trocaram concorrentes pela operadora: em novembro o saldo foi de 90,3 mil, ante 61,2 mil em outubro e 51,4 mil em setembro. Já em abril – ou antes do lançamento dos planos ilimitados da operadora – o saldo da portabilidade foi negativo em 13,6 mil clientes. Teixeira ainda observou a melhora no volume de adições mensais na telefonia móvel pós-paga, que somou 250,2 mil novos clientes em setembro e 258,1 mil em outubro. “Não vou falar o número, mas [o volume de adições] foi ainda maior em novembro”, afirmou o CEO. No mês anterior ao lançamento dos planos ilimitados (abril), as adições pós-pagas somaram 59 mil chips.

A empresa também destacou a marca de 1 bilhão de streamings no ano realizados na plataforma de vídeo sob demanda NOW, ofertada para os clientes de TV por assinatura do grupo. “Em média são 40 horas mensais de conteúdo assistido”, afirmou o CEO da unidade de mercado residencial, Daniel Barros, observando que 95% do consumo não gerou custos adicionais para os clientes. Em maio (quando foi a realizada a última atualização de dados pela Anatel), o grupo detinha 51% do market share da TV por assinatura no País, com mais de 9,5 milhões de contratos ativos. Além do serviço a Claro Brasil também é lider de mercado na banda larga residencial, com 31,3% do share em outubro (ou 8,8 milhões de domicílios).

Ainda em outubro a empresa detinha 26,5% das linhas fixas no Brasil (ou 10,8 milhões), ficando atrás de Telefônica e Oi. Já na telefonia móvel a companhia é vice-líder e reúne 25,1% dos chips ativos, ou cerca de 60,5 milhões de clientes.

A Claro Brasil também anunciou programa de geração distribuída de energia limpa que prevê a construção de vinte parques solares em 2018 para sustentar a demanda por eletricidade de sua rede; desde novembro a empresa já opera complexo de usinas em Minas Gerais para o mesmo fim. Por último, o grupo de telecomunicações ainda anunciou parceria com a Smiles que permitirá a transferência de pontos entre o empresa de fidelização e o programa de relacionamento da Claro (Claro clube).