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Quando o assunto é a saúde brasileira não faltam queixas da população em relação aos problemas. Falhas como erros ou eventos adversos são a segunda causa de morte no País, atrás somente das provocadas por problemas cardiovasculares.

Dados produzidos pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) em parceria com a UFMG mostraram que de julho de 2016 a junho de 2017, 829 brasileiros morreram por dia em decorrência de condições adquiridas nos hospitais – mortes causadas por erros ou adversidades.

Outra estatística alarmante é que nos últimos 10 anos, houve aumento de 1600% nos processos por erro médico. O acesso à informação é, sem dúvida, um fator determinante na alta dessas ações. Enquanto a saúde não for prioridade no país, a judicialização não irá diminuir.

Os eventos adversos acontecem por falta de emprego de políticas de segurança do paciente e para diminuir esse quadro. É urgente contratar profissionais que treinem as equipes de saúde sobre ética, além da necessidade de desenvolver programas de controle com comitês nos hospitais.

A acreditação hospitalar também é alternativa para diminuir o número de eventos adversos que ocorrem nos hospitais no País. A acreditação é uma certificação exclusiva para instituições de saúde, porém é um método de avaliação voluntário da qualidade e segurança para serviços de saúde e sem a finalidade de fiscalizar.

O excesso de cuidado e fiscalização quando o tema é saúde nunca é demais. Quando feita pela equipe do hospital pode gerar resultados imprescindíveis. Todas as unidades de saúde deveriam adotar esse método de certificação.

A criação de um núcleo de segurança é uma exigência do Ministério da Saúde e deve envolver toda a equipe do hospital, além de profissionais do direito, que antes eram requisitados para resolver problemas jurídicos. A criação deve se dar de modo extensivo e em continuidade para melhorar os serviços prestados ao paciente.

A solução da crise hospitalar passa por uma atuação efetiva dos gestores na padronização dos procedimentos de acordo com normas e condutas do setor. Todos os profissionais devem ter conhecimento dos processos e procedimentos. Investir em capacitação e prevenção é palavra de ordem para um futuro de prosperidade no setor.

Caroline Santos é advogada da Advocacia Maciel

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