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O comércio de câmeras fotográficas digitais no Brasil é um dos segmentos - dentro dos artigos de material fotográfico - que mais tem crescido nos últimos anos. Somente em 2003, a venda do equipamento totalizou 200 mil unidades, quantidade 100% maior que a de igual período de 2002. O volume em vendas movimentou cerca de R$ 300 milhões. As informações são da Associação Brasileira da Indústria de Material Fotográfico e Imagem (Abimfi).De acordo com Waldir Berger, presidente da entidade, a projeção para este ano é crescer, no mínimo, 50%. "A venda destes equipamentos está voltada às classes A e B, e uma das tendências de consumo está sendo a migração do mercado analógico para digital", afirma. Ele diz que as câmeras digitais formam entre 1% e 1,5% dos equipamentos presentes nos lares brasileiros.Na Kodak , a importação de máquinas subiu cerca de 230%. Em 2001, a empresa comercializou 30 mil unidades e em 2002, 85 mil máquinas. A previsão é de que, no ano passado, este número tenha atingido 150 mil unidades. Richard Ford, diretor de marketing e desenvolvimento de negócios da Kodak para a América Latina, comenta que as câmeras digitais estão conquistando novos consumidores. "No ano passado, lançamos um equipamento digital com preço competitivo no mercado e vendemos em 15 dias a quantidade que prevíamos vender em três meses". A estratégia foi colocar os produtos em grandes redes varejistas e conquistar consumidores com qualidade e preço menor, que pode ser parcelado em até 10 vezes de R$ 69,00.Ele diz que uma pesquisa feita nos mercados dos EUA e Europa mostra que a Kodak, nos últimos trimestres de 2003, foi a segunda empresa no segmento de participação no mercado digital. Em novembro e dezembro, alcançou a primeira posição em vendas, sendo responsável por 4 produtos nas listas dos oito mais vendidos. "No Brasil há um potencial enorme a ser explorado já que apenas 49% das famílias possuem câmeras fotográficas", destaca.Na Fotóptica , o mercado de câmeras digitais também é crescente. Dan Rabinovitz, gerente de produto da rede, diz que o preço elevado ainda tem deixado o produto restrito às camadas mais favorecidas da população. Mas acredita que a competitividade entre as indústrias do segmento deve trazer ao setor, ainda em 2004, artigos com valor agregado menor. Entre os produtos fotográficos na Fotóptica, as câmeras digitais representam 30% das peças.Na loja Art in Photo , no Morumbi Shopping em São Paulo, a venda desses equipamentos digitais cresceu 30% em relação ao ano passado. Cássio Panella Adaime, gerente da loja, diz que este é um segmento pequeno dentro do estabelecimento, mas ressalta que os serviços voltados ao tratamento das fotos digitalizadas mostram alta de 50%.Na Casio Store , no mesmo shopping, as vendas das câmeras digitais cresceram 20% em relação a 2002. Anderson Clayton, gerente de vendas, comenta que este percentual está mantido ao longo dos primeiros quinze dias deste ano. "As vendas destes produtos já representam 40% do faturamento total da loja". Na Casio Store estão disponíveis seis modelos de máquinas digitais, com valores a partir de R$ 1.000.TradicionaisApesar da expansão das câmeras digitais, o segmento de equipamentos analógicos também registra crescimento em vendas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Material Fotográfico e Imagem (Abimfi) , as vendas foram 20% superiores a 2002. No ano passado foram comercializadas no País cerca de um milhão de máquinas nesta categoria.Walkíria Dias, diretora de comunicação e pesquisa da Kodak, diz que o segmento analógico cresceu 300%, entre 2002 e 2003, na empresa. No Brasil são vendidos 85 milhões de rolos de filmes por ano, voltados ao mercado fotográfico.