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Após queda de 4,12% no preço do metro quadrado (m²) em 2017, a perspectiva é que o mercado imobiliário residencial comece a reagir ainda este ano. A conclusão é do novo relatório do Índice Properati-Hiperdados (IPH).

Segundo o levantamento realizado pelo portal imobiliário Properati e o Hiperdados, no ano de 2017, o preço médio do m² passou de R$ 6.891 em janeiro para R$ 6.607 em dezembro. Os números, de acordo com o IPH, são reflexo da retração econômica. Isso, no entanto, não deve ser uma tendência para 2018.

A leve valorização do preço no final do ano já pode ser vista como uma possível melhora para o mercado imobiliário. “Acredito que este ano será marcado pela retomada do mercado imobiliário. A economia deve voltar a crescer e, com a previsão de diminuição das taxas de juros, o poder de compra do consumidor vai melhorar, o que favorece a aquisição de imóveis”, disse o gerente geral da Properati no Brasil, Renato Orfaly.

Segundo o IPH, em janeiro deste ano, o preço do m² apresentou retração de 0,03%, considerada uma queda mínima. O IPH monitora cerca de 100 cidades brasileiras.

Cidades

Em seu mais recente relatório, o IPH mediu a variação de preço de cinco cidades brasileiras nos anos de 2016 e 2017. Em São Paulo (SP), o indicador apontou queda de 3,96% entre janeiro e dezembro de 2017, contra alta de 4,21% de janeiro a dezembro de 2016.

Com comportamento similar, Belo Horizonte (MG) também apresentou valorização no ano de 2016 (7,05%) e mostrou um queda abrupta dos preços em 2017, quando os preços passaram de R$ 5.946 em janeiro para R$ 5.441

Em Curitiba, os preços ficaram estáveis em 2017, passando de R$ 5.013 em janeiro para R$ 4.999 em dezembro. Comportamento diferente do de 2016 quando a cidade apresentou queda de 4,82%.

No Rio de Janeiro (RJ), a variação foi o oposto de São Paulo. A cidade passou o ano de 2017 no primeiro lugar do ranking de cidades com preço mais alto. Em janeiro do ano passado, o valor médio do m² carioca foi de R$ 8.592. Em dezembro, o preço ficou 13,12% superior a esse montante. Ao longo de 2016, a cidade apresentou retração de apenas 0,44%. Na contramão do País, Campinas (SP) apresentou dois anos de alta, de 4,37% em 2016 e 5,11% em 2017.