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O gasto dos planos de saúde com contas hospitalares e exames indevidos, fraudes e desperdícios somou quase R$ 28 bilhões em 2017, 19,1% de toda despesa assistencial no ano passado.

Os dados fazem parte do estudo "Impacto das fraudes e dos desperdícios sobre gastos da saúde suplementar", estimado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). "As despesas assistenciais das operadoras médico-hospitalares somaram R$ 145,4 bilhões, em 2017. Sendo assim, os gastos de R$ 27,8 bilhões com fraudes e desperdícios representam 19,1% desse total, comprometendo fortemente a qualidade da assistência, as finanças do setor e acabando por onerar os contratantes de planos de saúde", argumenta o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro.

Com a atualização de estimativas do IESS, chegou-se à cifra de 12% a 18% das contas hospitalares com itens indevidos, e 25% a 40% dos exames laboratoriais desnecessários. “Portanto, houve um gasto na saúde de cerca de R$ 15 bilhões com fraudes em contas hospitalares e R$ 12 bilhões em pedidos de exames laboratoriais desnecessários.”

O estudo aponta ainda que o percentual de gastos com fraudes e desperdícios ficou estável em 18,7% entre 2014 e 2015, subindo para 19% em 2016 e 2017. As despesas evoluíram de R$ 108 bilhões (2014) para R$ 145 bilhões (2017), período em que 3 milhões de indivíduos ficaram sem assistência privada.PÁGINA 7