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As empresas que atuam na construção e comercialização de imóveis residenciais e comerciais de alto padrão estão comemorando os bons resultados do setor. Só na área comercial, houve um crescimento de 61%, na absorção de escritórios de alto padrão na capital paulista entre 2005 e 2006. Muito acima do crescimento geral do setor que foi de 11%, segundo dados da Jones Lang LaSalle, empresa de consultoria e prestação de serviços imobiliários. "A economia do País vive um momento de estabilidade. As empresas sentem-se confortáveis para ampliarem suas operações e mudarem para lugares melhores. Além disso, os financiamentos estão facilitados", diz Lilian Feng, executiva da empresa.

Escritórios

A Valentina Caran Imóveis, imobiliária com 5 unidades no Estado de São Paulo e que tem 95% dos seus negócios voltados para prédios de escritórios, atesta que o setor está crescendo. "No primeiro trimestre deste ano o crescimento foi de 30% sobre o ano passado", explica Valentina Caran, proprietária.

A empresa que trabalha com vendas de prédios inteiros, muitas vezes já com os apartamentos locados, criou o Valentina Caran Personalité, com atendimento exclusivo e personalizado. "O investidor entra no nosso site e passa para nós exatamente o que ele procura; área, valor a ser investido e localização. Depois disso, ele é encaminhado para um corretor que irá atendê-lo melhor", conta.

"Há seis meses o mercado teve um aquecimento grande", conta Adriano Satori, diretor da área de locação da CB Richard Ellis (CBRE), empresa de consultoria imobiliária. "Conseguimos alugar o Faria Lima Square e o E-Tower em apenas um ano. O prédio da Faria Lima foi o único edifício a ser entregue com 95% do seu espaço locado, em 2006", continua Satori. Segundo ele, esses empreendimentos demoravam em média 3 anos para serem locados.

No Rio de Janeiro a situação é parecida. A João Fortes Engenharia decidiu apostar no segmento classe AAA. Em setembro deste ano, prevê entregar um complexo de escritórios comerciais na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Cerca de 85% das 480 unidades espalhadas pelos seis blocos já foram comercializadas. "O número superou nossas expectativas", diz Pedro Martinez, gerente comercial da companhia. Cada módulo de 30 m² foi vendido a partir de R$ 178 mil.

Imóveis residenciais

Os imóveis residenciais também tiveram um crescimento significativo no segmento de luxo. "A venda de imóveis padrão AAA representa uma camada muito pequena, apenas 1% do setor. Mas a rotatividade nesse segmento é grande. É um mercado que não vai acabar. Quem tem dinheiro sempre quer mudança. Há dez anos, por exemplo, o apartamento tinha churrasqueira; hoje, vem com espaço gourmet", explica João Crestana, vice-presidente de Incorporações do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Fábio Romano, gerente de Incorporações da Company, também já sentiu o boom nas vendas de imóveis de luxo. "A Company já triplicou o seu faturamento no primeiro trimestre deste ano em comparação com igual período de 2006. No ano passado nós dobramos o faturamento, em relação ao ano anterior. Batemos todas as nossas metas. A previsão para 2007 é fechar o ano com R$ 1,3 bi", aposta.

Para alcançar seu público-alvo, a Company aplica um marketing diferenciado. "Procuramos o encantamento do cliente. Juntamente com a mala direta, mandamos um chocolate especial ou uma tulipa. Usando isso, temos certeza de que a nossa propaganda chegará nas mãos das pessoas certas", diz Romano. O plantão de vendas também é diferenciado. Segundo o gerente, em uma parceria com a L'Occitane, eles montam um estande que vai relaxando o cliente até o momento da compra. "É quase uma Disneilândia, o cliente passará por sensações visuais, auditivas e olfativas. Sentirá, inclusive aroma de flores. Todo esse procedimento marcará nosso cliente", revela Romano.

A Axpe, imobiliária pequena com apenas um escritório em São Paulo, só trabalha com imóveis especiais. "Não somos uma corretora de luxo. Aceitamos apenas imóveis de qualidade, especiais e exclusivos", diz Marcel Steiner, gerente de Marketing. A empresa trabalha com imóveis de até R$ 10 milhões. "Não revelamos números, mas nossa operação tem crescido consistentemente nos últimos meses", explica Steiner.

As empresas que atuam na construção e comercialização de imóveis residenciais e comerciais de alto padrão estão comemorando os bons resultados. Só na área comercial, houve um crescimento de 61%, na absorção de escritórios de alto padrão na capital paulista entre 2005 e 2006 - muito acima do crescimento geral do setor, que foi de 11%, segundo dados da Jones Lang LaSalle, empresa de consultoria e prestação de serviços imobiliários. A Valentina Caran Imóveis, imobiliária com 5 unidades no Estado de São Paulo e que tem 95% dos seus negócios voltados para prédios de escritórios, atesta que o setor está crescendo. "No primeiro trimestre deste ano o crescimento foi de 30% sobre o ano passado", explica Valentina Caran, proprietária.

"Há seis meses o mercado teve um aquecimento grande", conta Adriano Satori, diretor da área de Locação da CB Richard Ellis (CBRE), empresa de consultoria imobiliária. "Conseguimos alugar o Faria Lima Square e o E-Tower em apenas um ano. O prédio da Faria Lima foi o único edifício a ser entregue com 95% do seu espaço locado, em 2006", continua Satori. Segundo ele, esses empreendimentos demoravam em média 3 anos para serem locados. No Rio de Janeiro a situação é parecida. A João Fortes Engenharia prevê entregar um complexo de escritórios comerciais na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, em setembro, mas 85% das unidades já foram comercializadas. "O número superou nossas expectativas", diz Pedro Martinez, gerente comercial da companhia. Cada módulo de 30 m² foi vendido, em média, a R$ 178 mil.

Os imóveis residenciais de luxo também registraram um crescimento significativo. Fábio Romano, gerente de Incorporações da Company, diz que sua empresa "triplicou o faturamento no primeiro trimestre deste ano". No ano passado, a empresa já havia dobrado as vendas sobre 2005.

Em Curitiba a situação é parecida. Este ano a cidade terá 11 empreendimentos no setor, em comparação a 9 em 2006.