Publicado em

Considerada a maior feira tecnológica de embalagens e equipamentos para processar alimentos e bebidas na América Latina, começa hoje a 22ª Fispal Tecnologia no Parque de Exposições Anhembi, em São Paulo. Até o dia 9 de junho, cerca de 2 mil empresas apresentarão tendências como embalagens plásticas flexíveis, ora feitas de vegetais, ora de alumínio e aço, além de equipamentos de tecnologia de ponta e designs diferenciados para ampliar as vendas externas.Com a expectativa de movimentar negócios da ordem de R$ 4,4 bilhões, o vice-presidente de marketing da Fispal , Marcelo Santos Neto, espera atrair um público médio de 60 mil pessoas. Ele disse que a Fispal deste ano teve um crescimento de espaço de 10% em relação ao ano passado. "Teremos também mais de 130 estandes de empresas estrangeiras de países como África do Sul, Alemanha, Finlândia, França, Itália e México", comentou.De origem alemã e há mais de 45 anos no Brasil, a Robert Bosch Tecnologia de Embalagem , com receita próxima de R$ 50 milhões, projeta crescer 20% ao apostar em máquinas de encher embalagens, passando pelo corte, pesagem e codificação dos produtos."O consumidor exige o máximo de flexibilidade das máquinas, já que a demanda deve ser atendida de acordo com os diversos tipos de produtos", acredita Kurt Stefan Klaiber, diretor-geral da Bosch. O executivo comemora o crescimento das exportações em mais de 35% e destaca negócios com a América Latina. Agora, o plano é fechar a venda de peças para o México.É justamente essa a meta da maior parte das empresas da Fispal entrevistadas pelo DCI. Dos 40 expositores ouvidos, 50% indicam a exportação como o alvo de 2006. Uma delas, a Aço Metal Everest Ltda , que movimentará perto de R$ 20 milhões neste ano, pretende manter negócios com México, Venezuela e Argentina.Quem ainda não estica os olhos para o mercado externo busca seguir a tendência de ampliar a infra-estrutura e investir em tecnologia para cumprir prazos e atender a demanda, reprimida em regiões brasileiras como Norte e Nordeste.Voltada ao segmento de embalagens de plástico PET, a Vedapack faturou cerca de R$ 25 milhões em 2005 e, de acordo com o analista de marketing da empresa, Fábio Cantinho, espera crescer 25% no setor alimentício. "Investimos no segmento de bebidas e alimentos com grande potencial de crescimento, uma vez que já atuamos nos setores farmacêutico e cosmético", diz o gerente.Também no segmento de plásticos, a Innovia Films faturou em torno de US$ 400 milhões em 2005 e estima um crescimento de até 10% para este ano, ao apostar em um novo produto biodegradável para embalagens. "O mercado tem exigido cada vez mais a embalagem compostável, tendência que deve fortalecer nossa atuação no setor de embalagens", explica Veruska Rigolin, executiva de vendas da empresa.Indústria de embalagens de papel cartão e microondulado há quase 60 anos, a Santa Inês atingiu um faturamento de cerca de R$ 37 milhões no ano passado, projetando para este ano um crescimento de cerca de 30%. A empresa investiu em tecnologia de produção e adquiriu uma máquina automática de laminação - o que duplicou a capacidade produtiva da área. O departamento de recursos humanos também recebeu atenção. "Investir em tecnologia não pode ser uma atividade isolada. A formação profissional dos funcionários também é prioridade", afirma Sandra Regina Medeiros, supervisora de vendas.Também do segmento de recipientes de papel cartão e microondulado, a Caeté Embalagens totalizou R$ 40 milhões em faturamento no ano passado e estima crescer 10%. A empresa apostou na imagem das embalagens e investiu R$ 3 milhões nisso. "A produção do produto começa no design", diz Jorge Oliveira, diretor administrativo da marca.De olho no mercado nacional, a norte-americana Heat and Control espera crescer 15%, ante os R$ 15 milhões obtidos na fabricação de equipamentos para a indústria alimentícia. Com produtos como a máquina de 'sazonador', condimento que dá o sabor final nos produtos, e também desenvolve sistemas de cozimento e frituras, os investimentos devem passar de 20% este ano. "Buscamos ganhar o mercado brasileiro com a tecnologia internacional", ressalta Eduardo Pinto, gerente de vendas da empresa.