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O Brasil terá de enfrentar a questão fiscal em 10 anos, se quiser entrar para o seleto grupo de 35 países considerados desenvolvidos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Ontem, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, fizeram uma defesa da adesão do Brasil ao clube dos países desenvolvidos. Das 237 recomendações ou exigências da OCDE, o Brasil já aderiu a 36 dessas normas e pediu adesão a outros 74 instrumentos. “O governo vem adotando as medidas necessárias para plena adesão à OCDE”, diz o presidente do BC.

No mesmo evento em Brasília, o ministro da Fazenda ressaltou o compromisso do com essas normas. “A simplificação tributária será importante nesse processo e começa com PIS/Cofins. Depois, terá desdobramentos em outros tributos”, diz Meirelles. Segundo o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, o Brasil é o candidato mais bem posicionado para ingressar no grupo. Os demais são: Argentina, Bulgária, Romênia, Peru e Croácia. Mas na prática, segundo especialistas, essa adesão plena exigirá planejamento de longo prazo para atender às exigências da entidade. “Resolver a questão fiscal permitirá redução da carga tributária que fortaleça indústria, antes da abertura comercial”, diz a economista da Fecap, Juliana Inhasz. Mas o professor do Insper, Sergio Firpo, diz que abertura comercial até pode vir antes. PÁGINA 4