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Dois setores passaram quase incólumes pela crise: o de franquias (que cresceu 5% só no primeiro trimestre de 2018) e o de produtos para pets (alta de 7% em 2017). Unindo essas duas pontas e apostando no consumidor, que cuida cada vez melhor dos seus bichos, a Cão Cidadão já se estrutura para continuar crescendo.

Criada em 2005 pelo zootecnista e especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi – popularmente conhecido como Dr. Pet – a Cão Cidadão começou com apenas cinco adestradores e hoje já chega a 100 franqueados. Especializada em adestramento em domicílio, a empresa se apoia no método criado por Rossi e em todo o marketing em torno dele e de sua fiel escudeira, a cachorra Estopinha, que participam do programa É de Casa, da Rede Globo, aos sábados.

O método para profissionalizar adestradores é fundamental, segundo o sócio-diretor da franquia, Daniel Svevo. “Todo interessado na franquia passa por entrevistas pessoais para ver se tem o perfil adequado e, só depois disso, passa a ser treinado efetivamente. E é essa profissionalização que sustenta o trabalho da nossa franquia e garantiu o forte crescimento que tivemos nos últimos três anos”, diz o executivo, sem citar faturamento e investimentos. Segundo ele, o treinamento leva quatro meses, em média, incluindo parte teórica (presencial e via internet) e aulas práticas na sede da empresa, em São Paulo. O curso está incluído na taxa cobrada pela franquia, de R$ 9,5 mil. Uma vez treinado, o franqueado começa a atuar e cobrar pelo adestramento em domicílio, a partir de R$ 98 a aula. Já as consultas de comportamento presenciais custam R$ 300 e à distância, via Skype, R$ 110. “Além disso, damos suporte, incluindo treinamentos online e também desenvolvemos um aplicativo que controla toda a operação para o franqueado”, explica Svevo, acrescentando que o potencial deste mercado voltado para pets é enorme.