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A três meses das eleições, as despesas da União crescem em ritmo menor do que no último ano de corrida presidencial (2014). Quatro anos atrás, era maior a pressão pela recondução do governo federal.

“Em 2014, Dilma Rousseff enfrentou uma disputa apertada com Aécio Neves. Havia uma grande pressão para a reeleição da então presidente, fazendo com que seu governo abrisse mais a torneira à época”, diz o coordenador de graduação da Fundação Instituto de Administração (FIA), Rodolfo Olivo.

“Não está claro ainda se o MDB irá concorrer com o Henrique Meirelles [ex-ministro da Fazenda] ou se apoiará outro candidato. E, mesmo que for o Meirelles, o MDB quer passar uma imagem de maior controle nos gastos”, complementa Olivo.

Nos primeiros cinco meses de 2018, as despesas primárias (que excluem os gastos com a dívida) expandiram 3,8% acima da inflação, para R$ 534 bilhões, em relação a igual período de 2017. Já em iguais meses de 2014, as despesas aumentaram 11,1%, para R$ 393 bilhões, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

O professor de economia da FAAP, Odilon Guedes, lembra que, há quatro anos, a situação fiscal e econômica era mais positiva. Apesar de o Produto Interno Bruto (PIB) ter avançado apenas 0,5% em 2014, a base de arrecadação ainda era favorável, face à expansão mais robusta da atividade econômica nos anos anteriores. Entre 2011 e 2013, o PIB do País cresceu 3% ao ano. PÁGINA 4