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SÃO PAULO - O Grameen Bank, conhecido no mundo com o banco dos pobres, deu o primeiro passo concreto para iniciar suas atividades no Brasil. A instituição, criada pelo Nobel da Paz Muhammad Yunus, fechou esta semana um acordo para que o escritório Mattos Filho preste apoio jurídico para que a instituição de Bangladesh abra suas portas no País a partir de 2011.

Especializado na concessão de microcrédito, o Grameen Bank não terá que pagar nada pelos serviços do Mattos Filho, que doará horas de trabalho à instituição dentro do programa de advocacia gratuita (pro bono) estabelecido pelo escritório há 10 anos. "Para nós é uma honra estar neste projeto, com essa atividade que é única no mundo", afirmou Roberto Quiroga, sócio do Mattos Filho.

A advogada Marina Procknor, que também é sócia do escritório, será a porta-voz do Grameen no Brasil. Ela ficará em Bangladesh por cinco semanas para entender como funciona o banco

Uma das primeiras tarefas será avaliar a regulamentação do setor bancário brasileiro. "Será o primeiro banco sem fins lucrativos. Temos que ver como é a parte regulatória com o Banco Central e as autoridades", explicou Quiroga.

O Grameen Bank, conhecido no mundo como o banco dos pobres, deu o primeiro passo concreto para iniciar suas atividades no Brasil ao contratar uma assessoria jurídica no País.