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Formas de ampliar margem de ganho nas vendas e se aproximar do cliente final são buscas constantes das indústrias brasileiras. Com a popularização do e-commerce, a performance por meio de plataformas digitais serve para unir marcas e clientes, mas pode gerar ruídos com o varejo tradicional se não for bem direcionada.

“Apostar na venda direta ao consumidor com o comércio eletrônico é uma solução bastante rentável para as indústrias, mas é preciso tomar muito cuidado para que a venda no site próprio não canibalize os negócios feitos diretamente com o varejo tradicional”, explica o professor de marketing da Universidade Paulista e especialista em jornada do consumidor, Cleiton Buarque Rival.

Fabricantes interessados em oferecer produtos por meio de um e-commerce podem angariar informações valiosas sobre o perfil do consumidor, conquistar uma margem de lucro maior e elevar a fidelização do cliente, mas alguns cuidados são essenciais, diz o acadêmico. “Plataformas digitais podem levar produtos para cidades do interior, ou conseguir o cliente que geralmente não frequenta lojas, mas a oferta não pode ser atraente demais a ponto de não ser competitiva com os preços do varejo tradicional.”

De acordo com o CEO da Performa Web, Denis Casita, esse movimento da indústria interagindo no ambiente digital acelerou nos últimos anos, e algumas empresas têm obtidos bons resultados. “O e-commerce é uma oportunidade para a indústria se aproximar do consumidor final e também de vender com mais margem. Basta ver algumas marcas importantes, como Brastemp e Consul, com venda direta ao consumidor”, acrescenta Casita. PÁGINA 6