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O estudo Oldiversity apontou que 66% dos entrevistados entendem que a publicidade no Brasil ainda trata a mulher como objeto. Para 51% dos ouvidos, as campanhas continuam machistas.

Para desenvolver o estudo foram ouvidas 1,81 mil pesssoas, que sinalizaram setores como o bebidas alcoólicas, vestuário, eletrodomésticos, automotivo e até mesmo serviços públicos como os que mais objetificam a mulher. O estado de São Paulo foi acusado de machismo ao veicular um jingle do metrô que afirmava que “trem lotado é bom para xavecar as mulheres”. Tradicionalmente conectada a mulheres com pouca roupa e em situações sexistas e machistas, a categoria de cervejas trouxe recentemente uma mudança. Em 2017, a marca Skol trocou as imagens de mulheres com apelo sexual por releituras de pôsteres antigos produzidas por artistas mulheres. O lançamento da ação aconteceu no Dia Internacional da Mulher com a assinatura “redondo é sair do seu quadrado”

Apesar de uma boa parte concordar que as marcas estão se adaptando aos movimentos feministas, 63% afirmam o contrário. “Resultado ou não de um discurso politicamente correto, o fato é que a propaganda é avaliada por 49% como distante da realidade do brasileiro. Apenas 27% conseguem, de alguma forma, identificar-se com seu conteúdo”, diz o CEO da Croma, que fez o estudo, Edmar Bulla.