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A Oi pretende elevar os investimentos para R$ 7 bilhões em 2018, mas deve apresentar um volume de aportes menor no primeiro semestre do que o registrado no mesmo período do ano passado.

A sinalização foi feita pelo diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Carlos Brandão, durante teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre do ano passado.

“Esperamos um volume de investimentos menor no primeiro semestre, especialmente no primeiro trimestre”, afirmou o executivo, prevendo uma “escalada” na segunda metade do ano.

“Naturalmente, o incremento do capex vai depender de quando será feito o aumento [de capital da companhia previsto no plano de recuperação aprovado ano passado]”.

A expectativa da Oi é receber R$ 4 bilhões em dinheiro novo. Segundo Brandão, “o investimento incremental será destinado à ampliação da banda larga de ultra velocidade e na da cobertura móvel”, com foco na expansão do 4G.

Os R$ 7 bilhões estimados superaram os R$ 5,629 bilhões aportados em 2017. Estes valores, por sua vez, foram 18,3% maiores que os de 2016 e 39,1% superiores aos de 2015.

A companhia também comemorou redução de R$ 1,5 bilhão nos custos operacionais ao longo de 2017, prevendo mais cortes neste ano.

Brandão, contudo, admitiu que “o forte trabalho no controle de custos compensou parcialmente a performance da receita, mas não o suficiente para estabilizar completamente o Ebitda.”

Ainda que 2,3% maior que o previsto no laudo econômico entregue no ano passado, o Ebitda apresentando pela companhia em 2017 (R$ 6,2 bilhões) foi menor que o de 2016 em 6,8%. No quarto trimestre, o Ebitda da empresa somou R$ 1,2 bilhão, em queda de 26,1% na comparação interanual.

No caso do caixa, foi constatada queda de R$ 850 milhões no ano, mas os R$ 6,9 bilhões disponíveis ficaram em linha com a previsão. Caso o aumento de capital se concretize, a Oi deve encerrar 2018 com R$ 6,1 bilhões em caixa.

A companhia encerrou 2017 com prejuízo no consolidado anual pela terceira vez consecutiva, com perdas de R$ 6,656 bilhões (contra R$ 8,2 bilhões em 2016); do total, R$ 3,916 bilhões foram contabilizados entre outubro e dezembro. Já o faturamento líquido anual somou R$ 23,790 bilhões – em queda de 8,5%. O segmento B2B teve tombo de 14,7%, frente recuos de 2,7% na mobilidade pessoal e de 2,2% nos serviços fixos.

Na sexta-feira (13) após a divulgação dos resultados, as ações preferenciais da Oi na B3 caíram 1,76%; já as ordinárias recuaram 1,04%.