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SÃO PAULO - Muitos jovens brasileiros buscam se tornar jogadores profissionais de futebol. Entretanto, a falta de contatos e meios para mostrarem suas habilidades afetam diretamente neste sonho. Para eliminar esta lacuna, a startup B11 criou uma plataforma on-line que conecta esse público com especialistas no assunto, como olheiros e empresários.



Em um primeiro momento, a startup se chamava Mapa da Bola. Tinha como serviço suprir a falta de gente em partidas casuais entre amigos. Os interessados solicitavam pela plataforma e encontravam opções de jogadores amadores para preencher o desfalque. Após mentorias de especialistas em mercado de empreendedorismo, o negócio mudou seu nome e atuação, se tornando B11.



Atualmente, os atletas se inscrevem, gratuitamente, no aplicativo com suas características de jogo e físicas, posição em que atuam, endereço e vídeos jogando bola. "Após impulsionarmos uma publicação nossa pelo Facebook, recebemos 1.500 jovens cadastrados em quatro dias [no fim de abril]", explica Camargo. Ele preferiu não revelar o número atual de desportistas cadastrados e de clientes.



No momento, segundo Camargo, a empresa não tem dinheiro em caixa e o objetivo é atingir uma base maior de clientes. Para monetizar, os olheiros e empresários pagam uma mensalidade para se utilizar dos serviços, cujo valor não foi revelado.



Segundo o olheiro Paulo Nascimento, conhecido como o captador do Norte, ele e seus pares enfrentam como principal dificuldade a logística do País. "O olheiro viaja muito para vários Estados e, muitas vezes, não consegue filtrar todos os jogadores com qualidade. Com esse site, eu consigo estar em Manaus, por exemplo, e fechar um acordo com um garoto de Minas Gerais. Sem falar que o vídeo é praticamente obrigatório para chamar a atenção [dos clubes]."



A BRUSA Sports também utiliza os serviços da B11 para aproximar jovens que tenham esse sonho com alguns clubes do País e do exterior. "Quando escolhemos um garoto, a maioria acaba indo para países da Ásia, como a China, e se tornando profissionais", diz o sócio da empresa Rafael Araújo.



Ele acrescenta ainda que em alguns casos os atletas têm como destino os Estados Unidos. Esses desportistas são obrigados a estudar nas universidades, jogar em times amadores, para depois de formados, talvez, se tornarem profissionais do esporte no país.



A iniciativa ganhou o programa de pré-aceleração Lemonade de 2016, realizado pela aceleradora TechMall em parceria com a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) e o Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar).