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Os jogos em realidade virtual (VR, sigla em inglês) fazem parte de uma onda de entretenimento que surge no mundo e toma conta, inclusive, de parques de diversão como a Disney e o Sea World. A tecnologia traz experiência imersiva a quem está utilizando e faz com que a pessoa seja transportada para outra realidade. Essa vivência é retratada no filme, Jogador Número 1, do Spielberg.

A realidade virtual tem uma versatilidade que só é limitada pela imaginação e capacidade de investimento. Entre as aplicações estão setores da construção, educação, marketing, saude e outros. Mas são os games que despontam: sozinhos eles representarão, até 2025, a maior fatia desse ramo segundo o Fórum Econômico Mundial.

Entretanto, os equipamentos ainda são caros e para suprir essa demanda pela experiência surgem no mundo os arcades (versão moderna dos antigos fliperamas) de realidade virtual. Já há diversos tipos de experiências: carrinhos para se dar uma volta em montanhas-russa, cockpits de carros de corrida onde é possível escolher a modalidade e a pista que se quer pilotar, arenas onde um grupo de pessoas jogam simultaneamente para matar monstros, jogos que simulam profissões, dança e outros.

Mesmo sendo incipiente, a expectativa divulgada pela Forbes era que o mercado de jogos de realidade virtual, no mundo, fechasse 2017 com um faturamento de U$ 2 bilhões, com somente 43 milhões de unidades de óculos de realidade virtual presentes no mercado; um número menor que a população do Estado de São Paulo. A previsão é de que até 2025, o faturamento some US$ 45 bilhões, de acordo com a Grand View Research. Existem hoje cerca de 300 unidades de arcades VR espalhados pela Europa e Estados Unidos. O mercado Chinês é o mais relevante: em 2016 já contava com 3 mil arcades, de acordo com a Vive. No Brasil esse número ainda não passa de 20.

Para aqueles que querem investir neste setor do mercado brasileiro, a hora é agora: a estimativa é de que ele cresça algo em torno de 20 vezes no país nos próximos 3 anos. E esse modelo de negócio tem sido apontado internacionalmente como o formato mais viável para se explorar os games em VR nos dias de hoje. Acreditamos que esse é o futuro do entretenimento e que ele deve ser levado a todas as pessoas em todos os lugares.

Marcus Rosier é sócio da startup VR Gamer 

marcus.rosier@vrgamer.com.br