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Para atingir o objetivo de liderar todas as áreas em que atua no Brasil - eletroeletrônicos, celulares, informática, linha branca e condicionadores de ar, a LG Electronics investiu US$ 100 milhões em duas novas fábricas no País e colheu bons resultados no ano fiscal de 2005. A empresa registrou receita de US$ 1,3 bilhão neste ano, uma ampliação de 57% em relação a 2004. Para 2006, a multinacional coreana espera alcançar um faturamento de US$ 1,5 bilhão fomentado especialmente pelo aumento na demanda de televisores e celulares de alto valor.Para o próximo ano, a empresa estima investir mais US$ 40 milhões para comprar novas máquinas para suas instalações. Além disso, a inauguração da fábrica de televisores em Manaus (AM) está prevista para janeiro, o que deverá ampliar a atuação da empresa neste segmento.Segundo César Byun, vice-presidente de Marketing e vendas para a empresa, a produção de televisores da LG atualmente está em 2 milhões de unidades e, com a nova instalação, deverá saltar para 2,5 milhões.Segundo dados consolidados pela Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) no ano de 2005, o market share da corporação em televisores manteve-se em 17,5%. Enquanto isso, a Philips - líder deste mercado no Brasil - registrou 21,5% de participação. A LG ganhou maior espaço em 2004, quando possuía 12% de mercado e a Philips detinha 30%. Em celulares, a LG enfocou sua atuação em modelos acima de R$ 800,00 e busca ampliar seu market share de 12% no mercado segmentado. A produção de aparelhos móveis este ano vai atingir 3,5 milhões de unidades. Para 2006, o número chegará a 5 milhões em decorrência das novas instalações em Taubaté (SP), de acordo com Byun.Com 90 lançamentos no ano de 2005, a LG espera manter o número para o próximo ano e já anuncia que entrará fortemente no mercado de MP3 Player (tocador de música digital), com três novos modelos ainda este ano. Em home theater, a empresa promete mais oito linhas produzidas em Manaus.Em monitores, a LG espera dobrar a produção de modelos em LCD dos atuais 300 mil para 600 mil em 2006 e continuar a atender a demanda em tubo.Segundo o vice-presidente da LG, a baixa no dólar diminuiu pela metade as exportações da corporação para a América Latina em monitores, celulares e TVs. Entretanto, o executivo disse que a situação não beneficiou as importações, que recebem muitas taxas ao entrar no Brasil. Segundo Byun, 20% da produção nacional da LG é exportada.O executivo aguarda a definição do padrão brasileiro de televisão digital, mas defendeu os interesses da empresa para que o País opte pelo norte-americano. Dessa maneira, a produção de televisores no Brasil poderia ser exportada para os EUA.