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A arrecadação do Simples Nacional acelerou o ritmo de crescimento em 2017, ao expandir 15,5%, a R$ 83,809 bilhões, em relação a 2016.

Esse avanço refletiu o aumento do empreendedorismo por necessidade e a lenta recuperação da economia do País.

Em 2016, essa receita já havia se recuperado da queda observada em 2015 (-19,7%, para R$ 56 bilhões), ao registrar elevação de 10,2%, para R$ 68,282 bilhões, de acordo com a Receita Federal do Brasil (RFB). As variações são em termos reais (com a inflação).

A professora de economia da Fecap, Juliana Inhasz, avalia que a expansão da arrecadação do Simples em 2016 já representava o crescimento do empreendedorismo por necessidade, como resposta ao alto desemprego no período. “A recessão foi muito severa. Muita gente que perdeu o emprego, abriu empresas e se formalizou para prestar serviços, emitir notas fiscais e, até mesmo, pedir financiamento”, ressalta Inhasz. De 2015 para 2016, o aumento da receita do Simples está relacionado, especificamente, com este movimento de recolocação no mercado por meio do trabalho autônomo.

A expansão da arrecadação de 2016 a 2017 também está relacionada ao lento processo de recuperação da atividade. O coordenador do MBA de Finanças e Negócios da Faculdade Fipecafi, Nilton Belz, afirma que a expectativa para este ano é de continuidade do avanço da receita do Simples, em decorrência da retomada da economia. PÁGINA 4