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ROMA - O vício em jogos de azar, o consumismo, os excessos na alimentação e na vida sexual podem se desenvolver em pessoas que sofrem do Mal de Parkinson como efeito colateral dos medicamentos desenvolvimentos seu tratamento.

É o que revela os estudos apresentados neste sábado (24) em Montecatini Terme (Toscana) no Simpósio da Associação italiana Parkinsonianos (AIP).

Segundo estudos recentes, um em cada dez que realiza tratamento contra o mal de Parkinson pode sofrer de condutas compulsivas, devido ao uso de medicamentos a base de dopamina.

A dopamina garante um bom controle sobre a rigidez, a lentidão dos movimentos e do tremor corporal, sintomas mais evidentes da doença, que degenera o sistema nervoso e que atualmente na Itália atinge mais de 200 mil pessoas.

Essa substância "é o neurotransmissor do movimento, mas também do prazer e da motivação", explicou Ubaldo Bonuccelli, do departamento de Neurociências da Universidade de Pisa.

Em pacientes pré-dispostos o uso desses medicamentos "desencadeia um distúrbio de controle dos impulsos, o que possibilita o desenvolvimento de compulsões", diz o especialista.

Pesquisas realizadas no Centro Parkinson dos Institutos clínicos de Aperfeiçoamento de Milão revelam que o jogo de azar está associado a um excessivo estímulo induzido pelos medicamentos contra o mal de Parkinson do hemisfério cerebral direito, onde se desenvolve a "criatividade".