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Empresas brasileiras seguirão retomando investimentos gradualmente em 2019, inclusive projetos de expansão da capacidade instalada para atender maior recuperação da demanda depois de julho.

É o que esperam as entidades empresariais e especialistas ouvidos pelo DCI. Segundo eles, há um ambiente benigno do ponto de vista macroeconômico, com inflação controlada e taxa básica de juros (Selic) em níveis historicamente baixos, além de uma redução do custo do crédito.

Porém, o assessor econômico da FecomércioSP, Altamiro Borges, ressalta que consolidação de um cenário mais robusto de investimentos ainda depende da reforma da Previdência Social.

“A aprovação da reforma previdenciária é o que vai viabilizar um ajuste fiscal mais estrutural. Ao realizar as mudanças necessárias no sistema de aposentadorias, seriam estabelecidas condições de confiança para retomada do nível de investimento em patamares mais significativos”, comenta o especialista.

Por outro lado, ele destaca que há uma curva ascendente do nível de confiança dos empresários do comércio, não somente por conta das expectativas, mas também pelo crescimento das vendas do setor ao longo de 2018.

A diminuição do custo do crédito para a pessoa física (PF) e pessoa jurídica (PJ) ajudou a impulsionar a expansão do faturamento dos varejistas. “Taxas de juros caíram muito e isso ajudou a sustentar o aumento das vendas”, diz. PÁGINA 3