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A taxa de vacância dos galpões logísticos o Rio de Janeiro deve atingir 24,4% até o final do ano. Com algumas entregas previstas para os próximos meses, a tendência é que o mercado consiga segurar, relativamente, os preços ao longo do segundo semestre, que devem fechar o ano com R$ 21,50 o metro quadrado, pouco abaixo dos atuais R$ 21,73.

“O valor atual de R$ 21,73/m² vem diminuindo desde o final do ano passado. Apesar dessa queda quase contínua de preços, a redução progressiva está em linha com o esperado para o final do ano fechando em um valor próximo de R$ 21,50 no estado”, comentou gerente sênior de pesquisa e inteligência de mercado para América do Sul da Cushman & Wakefield, Jadson Andrade.

O levantamento da consultoria, obtido com exclusividade pelo DCI aponta ainda que os empresários do ramo vão continuar de olho no pleito de outubro, que definirão os chefes do executivo estadual e federal. “A escolha do presidente no final do ano pode afetar as absorções futuras até o final do ano. Muitas empresas estão estudando os possíveis cenários de eleição de cada candidato para se movimentar de acordo com o resultado final”, diz ele.

Exemplo desse movimento de cautela foi sinalizado pelo importador Pedro Corrêa. O empresário pretendia alugar um galpão industrial no Rio de Janeiro para armazenar peças automotivas que serão revendidas no estado, mas preferiu esperar. “ Apesar dos preços e ofertas atenderem minhas expectativas, achei melhor esperar as definições eleitorais para decidir qual caminho tomar.”

São Paulo

Se a cautela é a palavra de ordem no mercado fluminense, em São Paulo a situação se mostra um pouco mais ativa no ramo dos galpões.

Enquanto o Rio de Janeiro recebeu 58,6 mil m² de estoque novo em junho e viu a vacância bater em 28%, o Estado de São Paulo recebeu 95,5 mil m² de estoque novo no sexto mês do ano e, ainda assim, manteve a vacância em 22%.

Com preços que giram entre R$ 19,05 a R$ 19,29 por metro quadrado, a estimativa da de Andrade e que os preços possam cair ao longo do segundo semestre em função “de um grande volume de novas entregar para os próximos meses, o que pode pressionar os preços para baixo dos R$ 19”, disse.

A previsão da Cushman é que a retomada do crescimento de condomínios logísticos em 2018 seja quase o triplo de novas entregas programadas no ano passado. “A perspectiva é que sejam entregues 651 mil m², mas parte dessas novas entregas ainda depende do resultado do pleito em outubro podendo chegar até a mais de 11,7 milhões m² de estoque no final de dezembro”, finaliza.