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SÃO PAULO - Fundada em 2015, a startup Plape utiliza inteligência artificial para analisar dados de projetos educacionais. Entre os serviços oferecidos pela plataforma on-line está o diagnóstico a respeito do número de evasão de alunos e sugestões estratégicas para melhorar a qualidade do ensino do cliente.



Desde o início do negócio, a startup recebeu aportes e incentivos importantes para o desenvolvimento e manutenção do sistema. Uma das companhias responsáveis por esses investimentos foi a empresa de tecnologia Microsoft, que injetou US$ 120 mil na infraestrutura do negócio.



Criada por Yuri Luz, a startup foi planejada em um órgão suplementar da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), denominado como Núcleo Multiprojetos de Tecnologia Educacional (NUTE). "O negócio começou a ser estruturado com pouco capital, e superar esse desafio envolveu uma minuciosa busca por clientes educacionais com grandes problemas estatísticos", explica Luz.



De acordo com ele, as contratações dos serviços da plataforma virtual envolvem duas etapas. A primeira fase consiste num contrato de integração, que se resume a sincronização entre os sistemas acadêmicos e as ferramentas virtuais da Plape. Nesse caso, a cobrança é feita mediante o número de horas gastos pelos profissionais da startup para concluir o processo de integração.



Os valores podem variar de acordo com a complexidade de cada plataforma acadêmica. Após isso, é realizado o contrato de disponibilidade. Esta etapa consiste na manutenção da análise dos dados recebidos e na entrega de diagnósticos em tempo real. Para garantir a continuidade desses serviços, o cliente deverá pagar uma mensalidade, que muda de acordo com o número de alunos. Quanto mais estudantes, maior será a demanda por estatísticas e, consequentemente, mais alto será o custo mensal.



Antes de sincronizar os sistemas, porém, o projeto educacional deverá fornecer à Plape informações básicas: objetivos, metas, forma de trabalhar e modelo de gestão. A partir daí, a startup definirá estratégias para se adequar melhor às demandas do cliente. Portanto, a partir da atualização automática dos sistemas, a plataforma on-line transforma as informações analisadas em estatísticas úteis para indicar a melhor tomada de decisão.



A startup já realizou parcerias com órgãos governamentais, tais como: Ministério da Educação e Cultura (MEC), Ministério da Justiça e Cidadania (MJ) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDS). No entanto, Luz prefere não divulgar quais são os seus atuais clientes.



Atualmente, a startup está instalada em Florianópolis e conta com nove funcionários, além da contratação de profissionais autônomos que atuam como freelancers. Segundo Luz, o faturamento é direcionado para investimentos no desenvolvimento da própria empresa. As cifras referentes à receita da startup não foram divulgadas.