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SÃO PAULO - Apostando no mercado médico do Brasil, as startups criam plataformas on-line para estabelecer a ponte entre fornecedores e empresas e instituições de saúde. Nesse segmento está a empresa Catálogo Hospitalar, que cobra mensalidades de R$ 199 a R$ 299 para nove mil vendedores cadastrados.



Fundada em 2007, a startup passou em 2015 às mãos de Marcos Basso, que era funcionário da empresa na época. Segundo ele, os responsáveis por fundar a companhia tecnológica resolveram sair do negócio por uma "questão de foco".



Basso afirma que o desenvolvimento do Catálogo Hospitalar teve como objetivo inicial facilitar a busca de pequenas clínicas por fornecedores de ferramentas e acessórios médicos.



Porém, garante que os serviços não se restringem apenas para pessoas jurídicas. "Atingimos outro público também: pessoas que têm algum familiar com doenças, que são tratadas no ambiente doméstico", diz.



Disponibilizando mais de 50 mil equipamentos clínicos, o sistema estabelece que os valores das assinaturas mensais podem mudar de acordo com a posição do produto anunciado pelos fornecedores. Do lado das clínicas e pessoas físicas, porém, não há cobrança.



Com mais de 50 mil acessórios hospitalares cadastrados no sistema, a startup tem estimativa de crescimento mensal de 20% a 30% até o final de 2017. Números relacionados ao faturamento não foram revelados.



Atualmente, a plataforma funciona apenas como uma vitrine dos produtos. Os interessados devem entrar em contato com os anunciantes, listados na plataforma, para iniciarem a negociação. Em média, segundo o empreendendor, são realizadas cerca de 120 cotações de preço diariamente.



Basso afirma que, para o próximo ano, tem como plano criar uma ferramenta como um leilão reverso, no qual o usuário fara uma busca e, a partir disso, fornecedores enviarão o preço e condições do produto solicitado.



 



Concorrência



Com proposta similar, a plataforma Portal do Médico, diferentemente do Catálogo Hospitalar, oferece a possibilidade de o comprador negociar o produto com o anunciante dentro do próprio sistema. Além disso, após realizada a compra, o dinheiro só é liberado para o vendedor assim que for feita a confirmação sobre o recebimento do item.



Fundada por Maicon Alves, em janeiro de 2015, o sistema desenvolvido pela startup também funciona como marketplace e comercializa desde pequenas seringas até aparelhos de ressonância magnética, que podem custar R$ 1 milhão.



Segundo Alves, a receita da startup em 2016 atingiu R$ 3,2 milhões e apresentou aumento desde então. "Do começo do ano até aqui, nosso faturamento foi de R$ 3,7 milhões", diz o empreendedor. Ainda de acordo com ele, o sistema monetiza as operações por meio de taxas, que variam de 5% a 15%, sobre o valor de cada negociação realizada.



Além de receber aporte de R$ 300 mil do investidor anjo Cassiao Wallerius, recentemente a startup fechou parceria com um fundo de investimento, o Kick Ventures. Os valores não foram revelados por questões contratuais. Atualmente a empresa está instalada na cidade de Lajeado, no Rio Grande do Sul, e conta com quatro funcionários.