Esta é a região onde a Pepsi é mais forte. Durante décadas (entre 1967 e 1991), a Coca-Cola sofreu um boicote oficial pela Liga Árabe por fazer negócios com Israel. Isso permitiu que a Pepsi estabelecesse uma infraestrutura dominante e se tornasse a bebida preferida na Arábia Saudita, Omã e Egito. Até hoje, o "azul" da Pepsi é a cor dominante nas prateleiras desses países.
O Paquistão é um dos maiores mercados da Pepsi no mundo. A marca investe pesadamente em patrocínios de Críquete (o esporte nacional), o que criou uma conexão emocional muito forte com a população, superando a Coca-Cola em volume de vendas.
A disputa na Índia é acirrada. Assim como no Oriente Médio, a Coca-Cola foi expulsa do país nos anos 70 por questões regulatórias e só retornou nos anos 90. Nesse intervalo, a Pepsi se consolidou. Embora a Coca-Cola tenha recuperado muito terreno, a Pepsi ainda lidera em várias províncias e nichos de mercado indianos.
No Canadá, a briga é equilibrada, mas na província do Quebec, a Pepsi é historicamente a líder. Isso se deve a uma campanha de marketing icônica nos anos 80 estrelando o comediante local Claude Meunier, que explorou a identidade cultural "Québécois" contra o aspecto "americano genérico" da Coca-Cola. O slogan era "Ici, c'est Pepsi" (Aqui, é Pepsi).