Quando começa o Inverno 2026 e até que dia vai?
Estação mais fria do ano vai até setembro
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A chegada do inverno muda o comportamento do clima no Brasil e costuma aumentar a atenção para frio, geada, chuva e baixa umidade em várias regiões. Em 2026, a nova estação deve começar sob influência de mudanças no padrão atmosférico, com previsão de queda de temperatura no centro-sul do país, risco de geada no Sul e episódios de calor fora de época ao longo dos meses seguintes.
Quando dia vai começar o inverno em 2026 no Brasil?
O inverno em 2026 começa no dia 21 de junho, às 5h25, no horário de Brasília. A estação segue até 22 de setembro, às 21h05, quando ocorre o equinócio da primavera. O início do inverno acontece no solstício, quando o Hemisfério Sul recebe menos luz solar direta. Por isso, os dias ficam mais curtos e as noites mais longas. No mesmo momento, o Hemisfério Norte vive o fenômeno oposto: lá começa o verão.
No Brasil, a mudança de estação costuma ser sentida com mais força nas regiões Sul e Sudeste, especialmente em áreas serranas e cidades de maior altitude. Já no Centro-Oeste, o período também é marcado pelo tempo mais seco, baixa umidade do ar e grande diferença entre as temperaturas da manhã e da tarde.
Veja as datas e horários das estações do ano em 2026 no Brasil, segundo o INMET:
Outono: 20 de março de 2026, às 11h45.
Inverno: 21 de junho de 2026, às 5h25.
Primavera: 22 de setembro de 2026, às 21h05.
Verão: 21 de dezembro de 2026, às 18h50.
As datas podem variar de um ano para outro porque o calendário civil não acompanha exatamente o tempo que a Terra leva para completar uma volta ao redor do Sol. Por isso, o início do inverno pode cair em 20 ou 21 de junho, dependendo do ano.
Como será o inverno de 2026?
O inverno de 2026 deve ter comportamento atípico em parte do Brasil. Segundo a Climatempo, o fortalecimento do El Niño deve influenciar o padrão de chuva e temperatura ao longo da estação. O fenômeno ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal, alterando a circulação dos ventos e a distribuição da chuva.
A estação deve começar com a passagem de uma frente fria forte pelo interior do país. A massa de ar polar pode provocar queda acentuada de temperatura no Sul, em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste. Também há previsão de friagem em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas.
A primeira onda de frio do inverno deve ocorrer entre 22 e 30 de junho. Em julho, duas massas de ar frio fortes podem avançar pelo país, com chance de temperaturas abaixo de 0°C em áreas do Sul e em alguns pontos do Sudeste.
O frio mais intenso deve ser sentido no Sul do Brasil, principalmente nas serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Nessas áreas, há chance de geada ampla nos primeiros dias do inverno e também em julho. A Climatempo não descarta episódios de neve em pontos da Região Sul no começo da estação e durante o mês de julho.
No Sudeste, o frio pode atingir São Paulo, Minas Gerais e regiões serranas do Rio de Janeiro. Também não está descartada a ocorrência de geada em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais na primeira semana do inverno e em julho.
No Norte, o frio aparece de forma diferente. A queda de temperatura ocorre por meio da friagem, fenômeno comum quando massas de ar polar conseguem avançar até áreas da Amazônia. Em 2026, Acre, Rondônia e sul do Amazonas podem registrar novos episódios de friagem ao longo da estação.
A chuva deve ser um dos principais pontos de atenção do inverno de 2026. Com o El Niño em fortalecimento, a tendência é de chuva acima da média no Sul do Brasil, com maior frequência de frentes frias, temporais e ventania.
No Sudeste e no Centro-Oeste, onde o inverno costuma ser mais seco, a previsão indica episódios de chuva atípica ao longo da estação. A chuva pode ficar acima do normal em áreas de Mato Grosso do Sul e em parte de São Paulo.
Acre, Rondônia e sul do Amazonas também podem ter mais chuva do que o comum para o período. Já no Nordeste, a tendência é de tempo seco e quente em grande parte da região. Na costa leste nordestina, a chuva deve ficar abaixo do normal em julho, agosto e setembro.
No extremo norte do país, a previsão indica chuva abaixo da média em Roraima, no norte e noroeste do Amazonas, no Amapá e no norte do Pará.
O El Niño deve ser um dos fatores mais importantes para entender o inverno de 2026. Segundo a Climatempo, o fenômeno deve se fortalecer ao longo da estação e seus primeiros efeitos já podem ser sentidos no país.
Na prática, isso significa maior risco de chuva frequente no Sul, redução da chuva em áreas do extremo norte e aumento da possibilidade de calor fora do padrão em parte do Brasil. O impacto mais forte do El Niño costuma aparecer na primavera e no verão, mas o inverno já pode mostrar sinais dessa mudança no clima.
Embora o inverno comece com frio intenso em algumas regiões, a estação não deve ser marcada apenas por baixas temperaturas. A previsão indica picos de calor acima do normal em agosto no Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste.
Em setembro, nas últimas semanas do inverno, aumenta o risco de formação de onda de calor, principalmente em áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Por isso, a estação pode alternar períodos de frio forte com dias quentes, especialmente fora da Região Sul.
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