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Vote: qual escola de samba do Rio vai ganhar o Carnaval de 2026?

Ao todo, 12 agremiações desfilaram na Sapucaí
Escrito por Anny Malagolini
Publicado em
escola de samba do Rio vai ganhar
© Tomaz Silva/Agência Brasil

O Carnaval de 2026 termina nesta terça-feira, 17 de fevereiro, mas apenas na quarta-feira de cinzas vamos conhecer qual escola de samba do RJ é a campeã do Carnaval de 2026. Ao todo, 12 agremiações concorrem ao título, enquanto duas delas serão rebaixadas. Já tem sua opinião ou torcida?

Acadêmicos de Niterói

Estreando no Grupo Especial, a escola de Niterói levou a história de Luiz Inácio Lula da Silva para o asfalto. O carnavalesco Tiago Martins focou na superação, desde a infância no agreste pernambucano, simbolizada pela árvore mulungu, até a chegada à Presidência. Foi um desfile marcado por forte apelo popular e uma arquibancada que não ficou em silêncio.

Mocidade Independente de Padre Miguel

A Vila Vintém virou um grande palco de rock para homenagear Rita Lee. Com a volta de Renato Lage, a Mocidade trouxe o deboche e a genialidade da “Ovelha Negra”. O desfile foi uma explosão de cores e irreverência, mostrando que a liberdade de Rita combina perfeitamente com a batida da bateria “Não Existe Mais Quente”.

Imperatriz Leopoldinense

A Imperatriz provou que é mestre em visual com o enredo sobre Ney Matogrosso. O carnavalesco Leandro Vieira explorou a “camaleonice” do artista, transformando a ala de passistas e as alegorias em verdadeiras performances de palco. Sucessos como “Sangue Latino” ditaram o ritmo de uma apresentação luxuosa e provocante.

Beija-Flor de Nilópolis

Defendendo o título, a Beija-Flor levou o Bembé do Mercado para a Sapucaí. A escola da Baixada transformou o desfile em um imenso candomblé de rua, celebrando a resistência negra em Santo Amaro (BA). Foi uma apresentação de impacto visual e espiritualidade, reafirmando a força da comunidade de Nilópolis.

Portela

A Portela emocionou ao resgatar a figura de Príncipe Custódio. A Azul e Branco de Madureira viajou para além do eixo Rio-Bahia e mostrou como a ancestralidade africana fincou raízes no Sul do Brasil. Foi um desfile técnico, espiritual e que trouxe uma estética diferenciada para contar a estruturação do Batuque gaúcho.

Unidos do Viradouro

Defendendo o título, a Beija-Flor levou o Bembé do Mercado para a Sapucaí. A escola da Baixada transformou o desfile em um imenso candomblé de rua, celebrando a resistência negra em Santo Amaro (BA). Foi uma apresentação de impacto visual e espiritualidade, reafirmando a força da comunidade de Nilópolis.

Estação Primeira de Mangueira

A Mangueira entrou na avenida pedindo licença ao Mestre Sacaca. A Verde e Rosa transformou o Sambódromo em um pedaço do Amapá, exaltando a cura pelas ervas e a sabedoria tucuju. O carnavalesco Sidnei França apostou em um visual orgânico e potente, celebrando as tradições afro-indígenas da floresta.

Unidos da Tijuca

A Tijuca entregou um dos desfiles mais sensíveis do ano ao celebrar Carolina Maria de Jesus. A escola cumpriu o que prometeu: tirou a autora da “margem” e a colocou como protagonista da literatura brasileira. O visual de Edson Pereira foi visceral, transformando o “quarto de despejo” em um palácio de poesia.

Acadêmicos do Salgueiro

O Salgueiro tem a missão de encerrar o Grupo Especial com emoção pura. O enredo homenageia a genial Rosa Magalhães, a “professora” que transformou o Carnaval em ópera. É um desfile póstumo que promete revisitar o estilo barroco e erudito da artista. Viviane Araújo, rainha absoluta da Academia, deve vir com carga total para honrar o legado de Rosa.

Acadêmicos do Grande Rio

A Tricolor de Caxias aposta no Manguebeat com o enredo “A Nação do Mangue”. A ideia é misturar a batida do maracatu com o samba para celebrar Chico Science e a força dos estuários. Nos bastidores, o assunto é um só: a estreia de Virginia Fonseca à frente da bateria. A influenciadora carrega a missão de manter o baticum de Caxias no topo dos holofotes.

Paraíso do Tuiuti

A Tuiuti abre a última noite com o enredo “Lonã Ifá Lukumi”, assinado por Jack Vasconcelos. A escola vai tentar traduzir a complexidade do oráculo de Ifá e sua viagem da África até Cuba. A grande expectativa fica por conta da rainha Mayara Lima, que já virou fenômeno de público pela sincronia perfeita com a bateria de Mestre Marcão. É ver para crer.

Unidos de Vila Isabel

A Vila Isabel entra na sequência com “Macumbembê, Samborembá”. O enredo imagina uma África filtrada pelo olhar de um sambista brasileiro. Com Paulo Barros no comando, a pergunta que fica é: qual será o “truque” ou a alegoria impactante deste ano? No chão, Sabrina Sato promete, como sempre, parar a avenida com mais uma fantasia icônica.

Anny Malagolini é jornalista com ampla experiência em produção de conteúdo digital e SEO. Atuou em redações como Campo Grande News, Correio do Estado e Midiamax, faz a estratégia editorial do portal DCI, com foco em audiência orgânica e conteúdo de autoridade.