O Carnaval de 2026 termina nesta terça-feira, 17 de fevereiro, mas apenas na quarta-feira de cinzas vamos conhecer qual escola de samba do RJ é a campeã do Carnaval de 2026. Ao todo, 12 agremiações concorrem ao título, enquanto duas delas serão rebaixadas. Já tem sua opinião ou torcida?
Acadêmicos de Niterói
Estreando no Grupo Especial, a escola de Niterói levou a história de Luiz Inácio Lula da Silva para o asfalto. O carnavalesco Tiago Martins focou na superação, desde a infância no agreste pernambucano, simbolizada pela árvore mulungu, até a chegada à Presidência. Foi um desfile marcado por forte apelo popular e uma arquibancada que não ficou em silêncio.
Mocidade Independente de Padre Miguel
A Vila Vintém virou um grande palco de rock para homenagear Rita Lee. Com a volta de Renato Lage, a Mocidade trouxe o deboche e a genialidade da “Ovelha Negra”. O desfile foi uma explosão de cores e irreverência, mostrando que a liberdade de Rita combina perfeitamente com a batida da bateria “Não Existe Mais Quente”.
Imperatriz Leopoldinense
A Imperatriz provou que é mestre em visual com o enredo sobre Ney Matogrosso. O carnavalesco Leandro Vieira explorou a “camaleonice” do artista, transformando a ala de passistas e as alegorias em verdadeiras performances de palco. Sucessos como “Sangue Latino” ditaram o ritmo de uma apresentação luxuosa e provocante.
Beija-Flor de Nilópolis
Defendendo o título, a Beija-Flor levou o Bembé do Mercado para a Sapucaí. A escola da Baixada transformou o desfile em um imenso candomblé de rua, celebrando a resistência negra em Santo Amaro (BA). Foi uma apresentação de impacto visual e espiritualidade, reafirmando a força da comunidade de Nilópolis.
Portela
A Portela emocionou ao resgatar a figura de Príncipe Custódio. A Azul e Branco de Madureira viajou para além do eixo Rio-Bahia e mostrou como a ancestralidade africana fincou raízes no Sul do Brasil. Foi um desfile técnico, espiritual e que trouxe uma estética diferenciada para contar a estruturação do Batuque gaúcho.
Unidos do Viradouro
Defendendo o título, a Beija-Flor levou o Bembé do Mercado para a Sapucaí. A escola da Baixada transformou o desfile em um imenso candomblé de rua, celebrando a resistência negra em Santo Amaro (BA). Foi uma apresentação de impacto visual e espiritualidade, reafirmando a força da comunidade de Nilópolis.
Estação Primeira de Mangueira
A Mangueira entrou na avenida pedindo licença ao Mestre Sacaca. A Verde e Rosa transformou o Sambódromo em um pedaço do Amapá, exaltando a cura pelas ervas e a sabedoria tucuju. O carnavalesco Sidnei França apostou em um visual orgânico e potente, celebrando as tradições afro-indígenas da floresta.
Unidos da Tijuca
A Tijuca entregou um dos desfiles mais sensíveis do ano ao celebrar Carolina Maria de Jesus. A escola cumpriu o que prometeu: tirou a autora da “margem” e a colocou como protagonista da literatura brasileira. O visual de Edson Pereira foi visceral, transformando o “quarto de despejo” em um palácio de poesia.
Acadêmicos do Salgueiro
O Salgueiro tem a missão de encerrar o Grupo Especial com emoção pura. O enredo homenageia a genial Rosa Magalhães, a “professora” que transformou o Carnaval em ópera. É um desfile póstumo que promete revisitar o estilo barroco e erudito da artista. Viviane Araújo, rainha absoluta da Academia, deve vir com carga total para honrar o legado de Rosa.
Acadêmicos do Grande Rio
A Tricolor de Caxias aposta no Manguebeat com o enredo “A Nação do Mangue”. A ideia é misturar a batida do maracatu com o samba para celebrar Chico Science e a força dos estuários. Nos bastidores, o assunto é um só: a estreia de Virginia Fonseca à frente da bateria. A influenciadora carrega a missão de manter o baticum de Caxias no topo dos holofotes.
Paraíso do Tuiuti
A Tuiuti abre a última noite com o enredo “Lonã Ifá Lukumi”, assinado por Jack Vasconcelos. A escola vai tentar traduzir a complexidade do oráculo de Ifá e sua viagem da África até Cuba. A grande expectativa fica por conta da rainha Mayara Lima, que já virou fenômeno de público pela sincronia perfeita com a bateria de Mestre Marcão. É ver para crer.
Unidos de Vila Isabel
A Vila Isabel entra na sequência com “Macumbembê, Samborembá”. O enredo imagina uma África filtrada pelo olhar de um sambista brasileiro. Com Paulo Barros no comando, a pergunta que fica é: qual será o “truque” ou a alegoria impactante deste ano? No chão, Sabrina Sato promete, como sempre, parar a avenida com mais uma fantasia icônica.