O Carnaval de São Paulo em 2026 terminou com uma redução de 16,7% nas ocorrências de roubo e furto de celulares em comparação ao ano passado. Segundo balanço da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), entre os dias 13 e 17 de fevereiro, foram registrados 2.088 casos, contra 2.506 contabilizados no mesmo período de 2025.
Apesar da queda nos índices, o “crime de oportunidade” segue como o principal vilão dos foliões: os furtos. Esse tipo de crime é definido quando o aparelho é levado sem uso de violência, representaram 69% do total dos registros deste ano.
A estratégia da Polícia Civil de colocar agentes disfarçados em meio aos blocos de rua resultou em cenas inusitadas na região central. No sábado (14), policiais fantasiados como personagens do desenho Scooby-Doo prenderam três suspeitos na região da República. O trio aproveitava o empurra-empurra da aglomeração para subtrair aparelhos; com eles, oito celulares foram recuperados.
A tática se repetiu no domingo (15), no mesmo bairro, quando agentes vestidos de Minions flagraram duas mulheres furtando um folião. A abordagem foi imediata, as suspeitas foram detidas e o aparelho devolvido à vítima ainda no local. Ao todo, as forças de segurança recuperaram mais de 70 celulares durante os cinco dias de festa na capital.
Para o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, o recuo nos números é fruto do uso de tecnologia, como drones e câmeras inteligentes. “Essa redução é resultado direto de planejamento, integração e presença de policiais nas ruas. Conseguimos antecipar movimentos do crime e proteger a população”, afirmou o secretário.
No total, as Polícias Civil e Militar prenderam 94 pessoas na capital por crimes como furto, roubo, adulteração de bebidas e tráfico de drogas. O balanço detalha:
- Polícia Civil: 52 prisões, com destaque para a atuação de agentes do DHPP infiltrados nos blocos.
- Polícia Militar: 42 prisões no feriado. No acumulado desde o pré-Carnaval (7 e 8 de fevereiro), o número sobe para 57 detenções, incluindo oito foragidos da Justiça capturados.
A tecnologia também auxiliou no combate ao tráfico. No Parque Ibirapuera, drones da PM identificaram um homem que vendia doces recheados com maconha em meio ao bloco. Além do tráfico, a corporação registrou 18 casos de perturbação de sossego e cinco ocorrências de agressão.