Publicado em

Campinas e a capital paulista são as cidades mais inteligentes e conectadas do Brasil, indica um estudo realizado pela Urban Systems, divulgado na última semana. São Paulo é o estado com mais cidades presentes no ranking, com 47 das 100 representantes.

Pela terceira vez o Estado de São Paulo foi indicado como a mais conectado e inteligente do País, conforme a 5º edição do Ranking Connected Smart Cities. O município de Campinas atingiu a marca de 38,977 pontos de acordo com os indicadores da organização, que utiliza como base parâmetros adotados internacionalmente.

Pela primeira vez desde o início do estudo, há cinco anos, a primeira colocada não foi uma capital. As vencedoras nos outros anos foram São Paulo (2016 e 2017), Curitiba (2018) e Rio de Janeiro (2015).

A pesquisa aponta ainda as cidades brasileiras com maior potencial para se tornar “smart city”, segundo o diretor de marketing da Urban Systems e pesquisador responsável pelo ranking, Willian Rigon.

“Ainda não temos no mundo uma cidade 100% conectada, pois para atingir esse nível é preciso desenvolver diversos contextos, como mobilidade, sustentabilidade, saúde, educação, empreendedorismo e infraestrutura”, explica.

Ele acrescenta que o motivo pelo qual o Estado de São Paulo se destaca em relação aos demais é o alto grau de desenvolvimento da sua infraestrutura, e o alto fluxo da economia.

Rigon ressalta que é importante que os municípios não utilizem este ranking como uma competição, e sim que cada um busque melhorar sempre, para que haja um melhor equilíbrio nacional. “Não adianta nada que São Paulo tenha lixeiras inteligentes e carros autônomos, enquanto existam lugares do Norte e Nordeste sem saneamento básico”.

Projetos

Segundo levantamento do departamento de assunto econômicos e sociais das Organização das Nações Unidas (ONU) a previsão é que até 2050 quase 70% da população mundial viverá em centros urbanos espalhados pelo globo terrestre.

Além de uma estimativa de que em 2025 cerca de 60% da toda a economia mundial estará concentrada em 600 cidades.

“Pode parecer futurista, pois o uso da internet das coisas (IoT) ainda é muito recentes, mas o MyCitySmart já é hoje totalmente viável. O maior empecilho seria a velocidade de transmissão de dados”, afirma o designer e idealizador do projeto MyCity-Smart, Guto Indio da Costa.

O programa redesenha a dinâmica da população com a cidade, pois através de seu aplicativo o usuário poderá se comunicar com diversos recursos urbanos. Uma das funcionalidades aplicadas, por exemplo, aos postes de iluminação seria que em um eventual tiro ou explosão, o sistema alertaria o agente de segurança pública mais próximo do local. Outra funcionalidade seria em relação às lixeiras inteligentes, que avisariam a empresa responsável pela de coleta de lixo o volume acumulado e, dessa forma, reduziria gastos com combustível e tempo perdido.

“No caso do monitoramento público a pessoa que se sentir incomodada com a vigilância não poderá solicitar o encerramento da gravação, pois a segurança coletiva sobrepõem o direito individual”, explica o sócio responsável pela área de direito digital, privacidade e proteção de dados do escritório Daniel Advogados, Luis Fernando Prado Chaves.