Uma falha no sistema de controle aéreo provocou um efeito cascata no Aeroporto de Congonhas na manhã desta quinta-feira, 9 de abril. Horas depois, a operação no aeroporto da cidade de São Paulo ainda não voltou totalmente ao normal.
O que aconteceu no Aeroporto de Congonhas?
Segundo a Força Aérea Brasileira, a interrupção ocorreu entre 9h30 e 10h06, após um problema técnico operacional no controle do espaço aéreo. Durante esse período, pousos e decolagens foram suspensos também no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, um dos principais hubs do país.
Apesar da retomada das atividades ainda pela manhã, o impacto segue ao longo da tarde. Dados atualizados do painel de voos mostram uma sequência de cancelamentos, atrasos e voos encerrados ao longo do dia, evidência de que o sistema ainda tenta absorver o efeito da paralisação.
As causas ainda são investigadas. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, o prédio do centro regional de controle do espaço aéreo. responsável por coordenar voos em São Paulo e no Rio de Janeiro, chegou a ser evacuado por suspeita de incêndio ou vazamento de gás. A situação foi considerada não grave, e os operadores retornaram ao trabalho, permitindo a retomada gradual das operações.
Efeito dominó atinge passageiros
Mesmo com a normalização técnica declarada pelas autoridades, o fluxo de voos segue irregular. A malha aérea funciona como uma engrenagem: quando há interrupção, os efeitos se estendem por horas, ou até o fim do dia.
Há voos previstos normalmente para a noite, mas também registros de novos atrasos e cancelamentos, o que indica que a operação ainda está em fase de ajuste.
Levantamento com base nas informações do aeroporto indica:
- Dezenas de voos encerrados antes do horário previsto
- Cancelamentos em rotas importantes, como Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Brasília
- Atrasos persistentes em voos programados para o fim da tarde e noite
- Situações de “última chamada” e embarque imediato fora do horário original
Rotas como Aeroporto Santos Dumont, Aeroporto de Brasília e Aeroporto Afonso Pena estão entre as mais afetadas.
Companhias e autoridades ainda fazem o levantamento do número total de passageiros impactados. Enquanto isso, quem depende do Aeroporto de Congonhas deve redobrar a atenção — porque, apesar da retomada, a operação está longe de voltar à normalidade.