Dentre os 22 esportes presentes nos Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020, uma que certamente o Brasil entra com chances de medalha é o Goalball. A modalidade é a única presente no evento, que não é uma adaptação. Foi feita exclusivamente para pessoas com deficiência visual e com regras bem específicas para os praticantes do Goalball.
Quais são as regras do Goalball?
O Goalball é jogado entre duas equipes compostas por um time três jogadores titulares e três reservas. A quadra tem as mesmas dimensões das de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento). E o tempo de um jogo é composto por dois períodos de 12 minutos, com 3 minutos de intervalo.
Em cada lado da quadra, há um gol de 9m de largura e 1,30m de altura. Ao mesmo tempo que os atletas precisam arremessar a bola para atacar e fazer o gol, precisam também defender sua baliza. Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro, nas regras do goalball o arremesso precisa ser rasteiro ou tocar ao menos uma vez nas áreas determinadas. Quem fizer mais gols, vence o jogo. Veja abaixo um vídeo sobre o esporte.
Conheça a modalidade paraolímpica do goalball
BRASIL 2016 – 28.08.15: Criado especialmente para pessoas com deficiência visual, o goalball é disputado por 2 times de 3 jogadores cada. Assim como no futebol, o objetivo é fazer gols. Para tanto, a bola conta com guizo para orientar os jogadores, que atuam tanto na defesa quanto no ataque.
Como os atletas possuem graus diferentes de deficiências visuais, todos usam uma venda nos olhos. Dessa forma, a bola do jogo tem um guizo em seu interior com o intuito de que os jogadores saibam sua direção. O objeto tem 76 cm de diâmetro e pesa 1,25 kg.
Por se tratar de um esporte em que é necessário ter muita atenção auditiva, é proibido os gritos e barulhos no jogo, mas com exceção de momentos específicos como o gol e o reinício da partida, além das paradas oficiais previstas nas regras do goalball.
A modalidade é a única presente nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, que não é uma adaptação. O esporte foi criado pelo austríaco Hanz Lorezen e o alemão Sepp Reindle, mas em 1946, para veteranos da Segunda Guerra Mundial que perderam a visão.

Goalball no Brasil
O esporte chegou ao país em 1985, através do professor Steven Dubner, que conheceu as regras do goalball nos Estados Unidos e então trouxe para São Paulo para difundi-lo no país. Ao longo dos anos, a modalidade evoluiu e o país compete nos Jogos Paralímpicos nas modalidades femininas e masculinas.
Embora não tenha nenhuma medalha nos Jogos, o país é um dos fortes concorrentes a subir no pódio em Tóquio. A equipe masculina é bicampeã mundial (2014 e 2018), além de ter três título no Parapan-Americanos (2011, 2015 e 2019).

O país estreou no goalball na edição de Pequim-2008. Mas em Londres-2012 veio a primeira medalha, com a prata conquistada pela equipe masculina. Na decisão, o time tupiniquim perdeu para a Finlândia, uma das potências. Já na Rio-2016, o time masculino ficou com o bronze, enquanto o feminino terminou em quarto lugar.
Títulos no masculino
Campeonato Mundial: 2 (2014 e 2018)
Jogos Parapan-Americanos: 3 (2011, 2015 e 2019)
Campeonato das Américas: 1 (2017)
Jogos Paralímpicos: Prata (2012) e Bronze (2016)
Títulos no feminino
Jogos Parapan-Americanos: 2 (2015 e 2019)
Mundial de Jovens: 1 (2019)
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