Lucas Pinheiro Braathen tornou-se o primeiro sul-americano a ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno, ao conquistar o ouro no slalom gigante masculino no sábado. O brasileiro, de 25 anos, segundo colocado no ranking mundial de slalom e slalom gigante, registrou o tempo combinado de 2:25.00, 0,58 segundos melhor que o medalhista de ouro de 2022, Marco Odermatt, para vencer a prova.
Família de Lucas Pinheiro Braathen
Filho de pai norueguês e mãe brasileira, Pinheiro Braathen começou sua carreira representando a Noruega, onde venceu cinco provas da Copa do Mundo de slalom e slalom gigante, além de subir ao pódio 12 vezes. Ele competiu nos Jogos Olímpicos de Pequim 2022 nas provas de slalom e slalom gigante, mas não completou nenhuma das duas.
Após o divórcio dos pais, quando tinha 3 anos, Pinheiro Braathen morou com a mãe no Brasil antes de se mudar para a Noruega para morar com o pai quando ficou mais velho.
“Conheci o esporte nas ruas de São Paulo, brincando com meus vizinhos, minha família, meus amigos. Me apaixonei pelo esporte lá”, disse Pinheiro Braathen em 2024. “Poder completar esse ciclo e representar o Brasil em uma Copa do Mundo de um esporte significa muito para mim. Levar a dança para a neve é o que eu busco fazer.”
Pinheiro Braathen, que foi um dos porta-bandeiras do Brasil na Cerimônia de Abertura, agora faz história olímpica e se junta a outros atletas de seu país, como Isadora Williams, que se tornou a primeira brasileira e sul-americana a chegar à final da patinação artística feminina nos Jogos Olímpicos de 2018; a esquiadora cross-country Jaqueline Mourão, cinco vezes olímpica; e o piloto de bobsled Eric Maleson.
“A Noruega me ensinou a ser um atleta, a enfrentar o frio”, disse Pinheiro Braathen a repórteres na semana passada em Milão. “O Brasil me ensinou a ser eu mesmo.”
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