Por que o Haddad vai sair do governo Lula?

Mudanças estão relacionadas com a eleição de 2026

O ano mal começou e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá mudanças em seus ministérios, e uma uma delas é a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda. Outra pasta que terá alteração é a da Justiça, já que Ricardo Lewandowski também pediu para ser substituído. Mas qual o motivo das saídas do governo Lula?

Motivo da saída de Haddad do governo Lula

A possível saída de Fernando Haddad da Fazenda está ligada, principalmente, ao cenário eleitoral de 2026. O ministro avalia que o próximo ciclo político exigirá dedicação integral à articulação partidária e à construção de um novo projeto eleitoral do PT.

Nos bastidores, a leitura é de que Lula e a cúpula do partido enxergam Haddad como peça-chave para a próxima disputa, seja como candidato ao governo de São Paulo ou a uma vaga no Senado. Haddad já teria manifestado ao presidente a intenção de deixar o cargo no início do ano, embora tenha indicado disposição para permanecer até o fim de fevereiro, caso seja necessário para garantir uma transição mais estável.

Com a eventual saída, o nome mais cotado para assumir o comando da Fazenda é o do atual secretário-executivo, Dario Durigan, que já atua como braço direito do ministro e tem trânsito técnico dentro da pasta.

O que pesa na decisão de Lewandowski na Justiça

No Ministério da Justiça, o movimento é menos eleitoral e mais institucional. Ricardo Lewandowski também comunicou a Lula o desejo de encerrar sua passagem pelo governo. Segundo interlocutores, o ministro pretende deixar o cargo após a conclusão dos atos oficiais relacionados ao 8 de janeiro, data considerada simbólica para a pasta.

A decisão já é de conhecimento dos secretários desde o fim do ano passado, embora o momento exato da saída ainda dependa de uma definição do presidente. Internamente, o clima é de desgaste. Auxiliares relatam cansaço de Lewandowski diante da condução de temas sensíveis sem respaldo político consistente do Planalto.

As críticas, feitas de forma reservada, miram principalmente a Casa Civil, comandada por Rui Costa. Outro fator que pesa é a relação com o Congresso. Segundo relatos, há frustração com a falta de diálogo qualificado e com a descaracterização de projetos considerados prioritários, como a PEC da Segurança Pública e propostas de combate a facções criminosas.

As duas possíveis trocas reforçam a avaliação de que Lula deve promover ajustes na Esplanada para reorganizar a base política e preparar o terreno para os próximos anos. Apesar das conversas avançadas, o Planalto mantém cautela e evita confirmar oficialmente as mudanças, tratando o tema como parte de um processo natural de acomodação do governo.

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