Autoatendimento chega aos supermercados

O self checkout já funciona há décadas nos Estados Unidos e na Europa em todo o varejo, como farmácias e lojas de conveniências e agora começa a desembarcar nos pontos de venda locais

São Paulo – Equipamento tanto para pequenas lojas 24 horas, com número de funcionários reduzido, até para grandes redes terem vendas com volume menor mais ágeis, os self checkouts devem modernizar a experiência de compras no Brasil, depois de terem sido adotados nos EUA e Europa. Uma dessas máquinas fabricadas pela empresa de tecnologia Laurenti está instalada em uma loja do Paraná, da Rede Ricoy (Associação Central de Negócios Ricoy). A companhia varejista foi fundada em 1994 e hoje administra também as bandeiras A Mais, Pão de Mel e Peri. Atualmente, a Rede possui 74 lojas, das quais 52 estão em São Paulo e litoral. Luís Laurenti, diretor da fabricante de terminais Laurenti, diz que é cobrado em torno de R$ 25 mil por máquina e a produção hoje é 100% nacional. “O custo pode ser até menor, dependendo da quantidade e da configuração de estações.”O executivo contou ainda que após lançar, na semana passada, o Terminal Self Checkout, na Cards Payment & Identificatio, maior feira de tecnologia para o setor de meios de pagamento, identificação e certificação digital e e-commerce da América Latina, vários prospects ficaram interessados no produto para homologação-piloto. Laurenti acredita que após essa fase de experiência poderá mensurar melhor o planejamento da empresa para o próximo ano. Inicialmente foram fabricados 10 terminais. Sobre a utilização do terminal no ponto de venda, ele explica que todo consumidor que tenha facilidade com a tecnologia touch, como de smartphones e tablets, seja qual for a idade ou perfil, consegue utilizar o terminal de autoatendimento “por ser muito intuitivo e de fácil utilização”.Passo a passoApós as compras, o cliente deve se dirigir para a estação de pagamento e terá de passar os códigos de barras no leitor, para que os produtos sejam validados e registrados. Depois de escancear, ele terá de colocar o produto na sacola com a balança de peso. Se tiver problema, um supervisor é imediatamente acionado para auxiliar. Do contrário, o cliente mesmo finalizará a compra, ao inserir o cartão (crédito ou débito) e efetuar o pagamento. “Aí é só retirar a nota fiscal. Bem rápido, prático e moderno, como esperamos que sejam os supermercados do futuro.” Com 70 anos de atuação no mercado e faturamento anual médio de R$ 30 milhões, a fabricante de terminais de autoatendimento garante que o segmento ainda não existia no Brasil, diferentemente de outros países como Estados Unidos e Europa, onde é comum ter essas máquinas em vários estabelecimentos comerciais. Fabricante nacionalAntes, disse ele, o varejo brasileiro não tinha fabricantes nacionais e até a logística de implantação no comércio atrapalhava, pois tudo isso elevava os custos, inibindo a utilização. “Hoje já temos uma unidade na rede de supermercados Ricoy. Após a participação na Cards Payment teremos nove redes de supermercados para analisar a homologação. Acredito que no País, todas as empresas já estão aptas a adotar o self checkout, pois já é um produto de tecnologia conhecida de todo o público”. Otimista com os novos negócios, o empresário espera alcançar incremento de 20% no faturamento este ano e manter o crescimento devido à entrada no varejo, onde não atuavam anteriormente. “Com o terminal, acredito que a experiência de compra se torna moderna e prática, já que o sistema permite que o consumidor realize sozinho todos os passos. E ter um fabricante nacional, com rede de assistência técnica em todo o Brasil, para dar suporte para a rede varejista, é um grande diferencial.

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